Sensibilizada com a semelhança entre as duas tragédias que envolvem a morte da filha, Isabella Nardoni e do menino Henry do Borel, Ana Carolina de Oliveira enviou mensagens de solidariedade a Leniel Borel, pai de Henry.
Ao Globo, a administradora de 37 anos confirmou o que disse a Leniel: “Falei que eu estava do lado dele e que ele precisa ter forças porque tenho certeza, depois de tudo que vivi, que nossos filhos tinham um propósito de vida, tinham mensagens a deixar para o mundo. Nós achamos que tamanha crueldade, tamanha comoção não são à toa.”
Além das mensagens, Ana Carolina escreveu um texto depoimento à Revista Piauí, onde traçou semelhanças entre os dois crimes. “A morte brutal, os desdobramentos das investigações e a comoção causada na população são muito parecidos e doloridos”, escreveu à revista.
Seguir
Se estivesse viva, Isabella completaria 19 anos de idade do domingo (19) – Foto: Arquivo PessoalIsabella tinha 5 anos de idade quando foi agredida e arremessada da janela do 6° andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo, no dia 29 de março de 2008, a tragédia completa 13 anos e se estivesse viva, Isabella completaria 19 anos no domingo (18).
“Sabe o que é mais dolorido? Eu e Leniel entregamos os nossos filhos para quem deveria cuidar e zelar. Entregar um filho para nunca mais voltar é o que mais machuca, revolta. Não consigo explicar o tamanho dessa dor”, escreveu Ana Carolina à Piauí.
O laudo de necropsia produzido pelo IML (Instituto Médico Legal) mostra que o menino Henry Borel, de 4 anos, sofreu 23 lesões na madrugada do dia 8 de março quando morreu, no Rio de Janeiro. O padrasto Dr. Jairinho e a mãe Monique Medeiros são os principais suspeitos do crime.
O menino Henry Borel, morto misteriosamente. – Foto: Reprodução/R7Ana Carolina completa falando que, inicialmente, a procura pelo culpado nunca é voltada a quem deveria proteger e zelar pela criança. “Logo no início desses dois casos, chegamos a ficar atônitos e confusos. Tanto eu quanto o Leniel. Tentamos procurar algo que justificasse a morte e que não fosse o que de fato é. Isso logo no começo, quando há a notícia da morte. É natural procurar um assassino, um culpado – e que ele não seja quem deveria proteger e dar amor. No primeiro momento, você não culpa o pai ou a mãe. Nós simplesmente não queremos acreditar no que está acontecendo. Mas então vêm as notícias, as perícias, os indícios”.
Por fim, Ana Carolina afirma: “na troca de mensagens com o Leniel, ele me disse: “Você não sabe como suas palavras são importantes neste momento. Está sendo muito difícil. Não paro de pensar no meu filho. Além do meu filho, eles levaram a minha paz.”