Mãe é presa ao tentar vender o filho bebê por R$ 1.200 e botar pinga na mamadeira em SP

A mãe do menino de 1 ano, encontrado subnutrido e com insolação, foi impedida de vender o filho por turistas e moradores de Praia Grande

Foto de Redação ND*

Redação ND* Florianópolis

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Uma mulher foi presa por suspeita de maus-tratos e negligência em São Paulo após tentar vender o filho de apenas 1 ano pelo valor de R$ 1.200. O caso foi noticiado pela Record News na quarta-feira (11).

Mãe é presa após tentar vender o filho em São PauloA mulher que tentou vender o filho foi presa em flagrante e o menino precisou de atendimento médico – Foto: Reprodução/Record News

A mãe teria passado o dia inteiro com o bebê em Praia Grande, no litoral paulista, sem alimentá-lo ou dar água. Moradores e turistas do local perceberam que havia algo errado quando a mulher começou a chacoalhar a criança, que chorava muito.

Ao se aproximarem, as testemunhas constataram que ela estava tentando vender o filho. A Polícia Militar foi acionada e a mulher acabou presa em flagrante.

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Mulher que tentou vender o filho colocou pinga na mamadeira

Policiais com menino resgatadoA criança estava desnutrida, desidratada e com insolação após passar o dia na praia – Foto: Reprodução/Record News/ND

Uma das pessoas que testemunharam a ação foi a advogada Glauce Abdalla, presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Araraquara.

“A criança estava muito fraquinha, estava com insolação, desnutrida. Na mamadeira, tinha pinga, que inclusive eu até levei para deixar na delegacia”, relata, em entrevista à Record News.

Menino no hospital com insolaçãoA advogada que presenciou o caso disse que havia cachaça na mamadeira do bebê – Foto: Reprodução/Record News/ND

A advogada acompanhou os policiais e o bebê até a delegacia. Ela ainda comprou leite para alimentar o menino, que estava com fome.

“Ele ficou internado porque estava muito debilitado. Fiquei sabendo que o médico que atendeu ficou muito emocionado com o estado da criança porque ela estava com sinais de violência”, conta Glauce.

A criança agora está em um abrigo institucional, enquanto aguarda a decisão da Justiça se deve retornar à família ou ser encaminhada à adoção.

*com informações da Record News