Foi identificado como João Vitor Mello o menino de 11 anos que foi vítima de afogamento no rio Itajaí do Sul, em Ituporanga. Os bombeiros realizavam buscas desde domingo (7) e encontraram o corpo na manhã desta segunda-feira (8).
João Vitor Mello foi vítima de afogamento no rio em Ituporanga – Foto: Arquivo pessoal/NDAo Portal ND Mais, a mãe Bruna Gomes das Almas confirmou que não sabia que o filho brincava próximo ao rio, quando o acidente aconteceu. Nas redes sociais, ela postou homenagens ao garoto e a frase: “quando uma mãe perde um filho, todas as mães perdem um pouco também”.
Mãe fez homenagem ao filho nas redes sociais – Foto: Reprodução/NDComo a maioria dos meninos de 11 anos, Bruna ainda disse que João Vitor gostava muito de jogar bola, andar de bicicleta e jogar baralho. O garoto era torcedor do Flamengo.
SeguirO velório de João Vitor Mello será no salão da igreja católica do Bairro Vila Nova, em Ituporanga. A cerimônia de despedida será na terça-feira (9), às 8h, no mesmo local. O corpo do garoto será sepultado no Cemitério Municipal de Ituporanga.
Estado em alerta por afogamento de crianças
Era por volta das 13h de domingo (7) quando os bombeiros e a Polícia Militar de Ituporanga foram chamados para ir até o local onde familiares e amigos buscavam pelo menino. Ele foi encontrado sem vida nesta manhã de segunda-feira (8), por volta as 11h, no rio Itajaí do Sul, próximo ao bairro Vila Nova.
Bombeiros com botes e mergulhadores fizeram buscas no domingo (7) e corpo foi encontrado na manhã de segunda (8) – Foto: Corpo de Bombeiros Militar/Divulgação/NDSegundo o Corpo de Bombeiros, esta é a terceira morte por afogamento nos rios de Santa Catarina no mesmo dia. Outros dois casos aconteceram em Chapecó e São Miguel do Oeste.
Afogamentos de crianças preocupam autoridades
Nos últimos dois meses, o Hospital Infantil Joana de Gusmão registrou um aumento no número de crianças atendidas devido a casos de afogamento em piscinas e rios em Santa Catarina.
De acordo com o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), crianças menores de 9 anos, que não sabem nadar, se afogam mais em piscinas e residências, enquanto que as crianças de 4 a 12 anos, mesmo que saibam nadar, estão suscetíveis a estes incidentes devido à sucção das bombas das piscinas.
Dados apontam que 55% das mortes na faixa de 1 a 9 anos ocorrem em piscinas e residências, enquanto crianças acima de 10 anos e adultos enfrentam maiores riscos em águas naturais, como rios, represas e praias.
Algumas atitudes para evitar acidentes:
- Supervisionar constantemente: a chave para evitar tragédias é nunca deixar crianças sozinhas perto de piscinas ou corpos d’água;
- Responsabilidade sem salva-vidas: Em locais sem salva-vidas, todos são responsáveis por garantir a segurança;
- Conhecimento de urgência: estar ciente de como agir rapidamente é vital.