A Polícia Civil prendeu na tarde desta terça-feira (23) mais um suspeito de aplicar golpes por meio de leilões falsos de carros na internet. Este é o quarto preso em Santa Catarina. Estima-se que os criminosos geraram prejuízo de R$4 milhões.
Golpes ocorrem em sites falsos de leilão que ofertam veículos usados mas não entregam os carros – Foto: Pixabay/Reprodução/NDO crime funcionava da seguinte forma: os estelionatários criavam sites falsos de leilão onde vendiam de veículos usados por um preço muito abaixo do mercado. Entretanto os clientes nunca chegavam a ver os produtos.
A operação para desarticular o grupo foi batizada de “Lancefinal.com”. A primeira ação foi deflagrada no último dia 17, quando foram cumpridos 16 mandados – quatros mandados de prisão foram cumpridos e três pessoas foram presas naquela ocasião. Telefones celulares, cartões de banco e alguns notebooks foram coletados.
SeguirSegundo a Deic (Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais), responsável pelas investigações, os trabalhos começaram em novembro do ano passado. Para dificultar a identificação, os criminosos usavam diversas contas para dividir o dinheiro.
Os casos ocorrem em todo o Brasil. Uma médica chegou a perder R$ 240 mil em fevereiro deste ano após tentar comprar um carro e uma lancha em um site do Rio Grande do Norte.
Como se prevenir?
A SSP/SC (Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina) preparou um guia de cuidados para evitar cair no golpe. Também detalhou como os criminosos costumam se comportar na hora de realizar o crime.
- Evite fazer cadastro em sites de leilão sem antes verificar se é um site oficial;
- Pesquise sobre a reputação do site na internet;
- Não forneça dados pessoais ou bancários em sites ou aplicativos desconhecidos;
- Pesquise no site do Detran se o leilão está sendo processado.
Como os criminosos agem
- Sites falsos fazem anúncios de veículos ou motos por preço abaixo do valor de mercado;
- A maioria das páginas utiliza o nome de instituições conhecidas, como o DETRAN, para dar maior credibilidade ao negócio.
- Os criminosos solicitam dados pessoais e bancários do comprador e o induzem a fazer o lance;
- O comprador realiza o depósito bancário para garantir a compra e nunca recebem o veículo.