Uma quadrilha responsável pelo tráfico de drogas em Santa Catarina foi alvo de uma operação da Polícia Civil, intitulada Pedra Branca. O mandante da organização, segundo a polícia, esbanja uma vida de luxo avaliada em mais de R$ 4,6 milhões entre Santa Catarina e o Rio de Janeiro.
Polícia Civil deu continuidade à Operação Pedra Branca, que desarticulou mais de 300 kg de drogas das mãos dos traficantes – Foto: PCSC/Divulgação/NDEntre esta quinta (9) e sexta-feira (10), a Polícia Civil deu segmento à operação em diversos municípios de Santa Catarina. As buscas aconteceram na Grande Florianópolis, Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau.
A operação tem também repercussão em outros Estados, principalmente no Rio de Janeiro. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, além de sete mandados de prisão.
SeguirO trabalho de investigação acerca da quadrilha teve início em 2019, quando a equipe da DRE/Deic (Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais) descobriu um laboratório de produção de drogas sintéticas na praia da Pinheira, em Palhoça, na Grande Florianópolis.
Na ocasião, equipamentos e insumos utilizados na produção de comprimidos de ecstasy, a matéria prima “MDMA”, foram coletados e três pessoas foram presas. Foi nessa ocasião que houve a identificação do fornecedor da matéria prima.
Traficante vivia vida de luxo
O homem apontado como fornecedor da quadrilha é conhecido no meio criminoso e leva uma vida regada a luxo. A residência dele, segundo a polícia, foi identificada no bairro Pedra Branca, em Palhoça – por isso o nome da operação -, em uma casa de alto padrão.
No local, diversos veículos de luxo demonstravam o estilo de vida. Segundo a PC, os carros eram comprados em valor em espécie. Após as operações realizadas em seu entorno, o criminoso fugiu para o Rio de Janeiro, onde passou a comandar o esquema de sua atual residência, em um condomínio na Tijuca.
O homem continua foragido da polícia, mas sua esposa foi presa em Angra dos Reis. Confira as fotos dos itens de luxo apreendidos, que juntos contabilizam mais de R$ 4.549.900:
Apreensões ao longo da investigação
Além dos artigos de luxo, foram apreendidas armas utilizadas pela quadrilha e espécies em dinheiro. Ao longo da investigação houve várias apreensões de drogas e prisões relacionadas à operação. Além disso, outro grande laboratório de produção de drogas sintéticas foi derrubado.
No mesmo local, no bairro Capoeiras, em Florianópolis, os policiais encontraram malas com cocaína. Grandes quantidades de ecstasy também foram apreendidas no espaço. Os agentes também prenderam dois homens que podem estar relacionados aos crimes.
Apreensão de drogas foi feita nos esconderijos dos criminosos por Santa Catarina – Foto: PCSC/Divulgação/NDEm uma segunda operação no bairro Pedra Branca, foram apreendidos cerca de 300 quilos de cocaína e crack em um galpão. Na sequência, em uma casa, também foram encontrados outros equipamentos para produção de drogas sintéticas.
No local também havia insumos, contabilidade do tráfico de drogas, e em buscas em outros dois apartamentos foram apreendidos aproximadamente R$ 8 milhões em espécie, entre reais e dólares americanos. Outros dois homens ligados ao núcleo criminoso foram presos.
Uma outra ação, em Balneário Camboriú, resultou na apreensão de cerca de 100 mil comprimidos de ecstasy e aproximadamente R$ 900 mil em espécie. Houve também a prisão de diversos envolvidos, sendo um deles especificamente associado ao núcleo criminoso em destaque.
Em agosto deste ano a equipe da DRE/Deic fez também a abordagem de um caminhão que iria para o Rio Grande do Sul, resultando na apreensão de cerca de 75 quilos de cocaína, restando preso mais um homem associado ao núcleo criminoso.
A investigação, segundo o delegado responsável pelo caso, deve continuar. Os homens presos vão ser ouvidos no inquérito policial e vão ser encaminhados para as unidades prisionais na sequência.