‘Mar, terra e ar’: Defesa Civil da Argentina detalha buscas por avião de SC desaparecido

Buscas com aeronaves foram suspensas devido às condições climáticas, mas foram retomadas nas primeiras horas desta sexta (8)

Maria Fernanda Salinet Florianópolis

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O terceiro dia de buscas pelo avião de Santa Catarina que desapareceu na Argentina segue pelo mar, terra e ar, nesta sexta-feira (8).

Buscas pelo avião que desapareceu na Argentina foram retomadas nesta sexta-feira (8) – Foto: Eana/Divulgação/NDBuscas pelo avião que desapareceu na Argentina foram retomadas nesta sexta-feira (8) – Foto: Eana/Divulgação/ND

O diretor da Defesa Civil da província de Chubut, José Mazzei, em entrevista ao ND+, detalhou como serão realizadas as buscas nesta sexta-feira (8).

“Estamos planejando as tarefas. Estamos fazendo buscas marítimas, buscas aéreas com aviões e helicópteros com profissionais em terra, com veículos 4×4 e motos”, disse Mazzei.

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Na quinta-feira (7), as buscas com aeronaves foram suspensas devido às condições climáticas, mas foram retomadas nas primeiras horas desta manhã.

A região onde a aeronave com os três moradores de Florianópolis sumiu passa por uma grande dificuldade meteorológica, que resultou em muita chuva e baixas temperaturas.

Os brasileiros saíram da cidade de El Calafate, que faz parte da Patagônia argentina, próxima da Cordilheira dos Andes. Além disso, é conhecida como acesso ao Parque Nacional Los Glaciares, que abriga a gigante geleira Perito Moreno.

Além da Defesa Civil, a Eana (Empresa Argentina de Navegação Aérea) —órgão que controla o tráfego aéreo no país — e o Ministério da Defesa participam da ação.

As buscas ocorrem, principalmente, na região de Comodoro Rivadavia, cidade onde foi registrado o último contato feito pelo avião, na tarde de quarta-feira (6).

Ainda conforme a Eana, há patrulhas terrestres motorizadas da Defesa Civil que percorrem a região de Pico Salamanca e Bahía Bustamante.

O presidente do Aeroclube de El Calafete, Freddy Vergnolle, contou que as condições climáticas no momento da decolagem já não era das melhores para o voo. Ele concedeu entrevista à Rádio 3, e disse que os brasileiros estavam na cidade argentina há três dias e escolheram sair em um dia “excepcional para voar”.

Freddy Vergnolle disse, ainda, que o plano de voo mostrou que o trio teria decidido pousar em um aeroporto alternativo na cidade de Puerto Deseado, cerca de 600 quilômetro antes do destino final.

Uma aparelho que poderia ser acionado pelo impacto de uma eventual queda ou manualmente pelo piloto não foi ativado, segundo a Eana. É o transmissor localizador de emergência (ELT, na sigla em inglês). Ele poderia auxiliar na busca, já que transmite sinais que podem ser capturados por uma base área.

“Apaixonado por aviação”

O dono da aeronave era Antônio Carlos Castro Ramos, proprietário da construtora ACCR, morador de Florianópolis e considerado um dos grandes nomes do ramo no Estado. Um amigo próximo confirmou ao ND+ que o empresário mora no Centro da Capital.

Outras duas pessoas estavam no avião, o advogado Mário Pinho, e o médico Gian Carlos Nercolini.

O juiz aposentado Sebastião Tavares Pereira, amigo de Mário, informou à Record TV que ele é uma pessoa amorosa e gentil, com muitos amigos, além de ser apaixonado por aviação.

“A paixão dele era voar. Quando ele falava de aviação ele se empolgava, transbordava satisfação, curtia muito as paisagens, as belezas. A Ilha [de Santa Catarina] é espetacular para esse tipo de atividade, e ele curtia muito isso”, afirma.

Selfie tirada pelos tripulantes do avião que desapareceu na Argentina – Foto: Diario Jornada/Reprodução/NDSelfie tirada pelos tripulantes do avião que desapareceu na Argentina – Foto: Diario Jornada/Reprodução/ND

Ele lembra de que “anos atrás, ele comprou a aeronave e era uma realização. A gente se encontrava e ele falava com muita vibração, ‘instalei o radar, fiz isso fiz aquilo’, ele tinha uma aeronave muito bem equipada”.

Pereira diz que todos eram pilotos e muito habituados a voar, além de que todos e os amigos e familiares esperam que todos os tripulantes voltem a salvo. “O que temos percebidos é uma verdadeira corrente de esperança, torcida no sentido de encontrar o avião, que eles podem ser encontrados e voltar para o nosso convívio”, completa.

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