Marmitagate: saiba como está a investigação sobre projeto beneficente em Blumenau

A suspeita de golpe através do projeto Alimentando Necessidades viralizou nas redes sociais e passou a ser investigado pela polícia

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Redação ND Blumenau

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O caso do projeto beneficente que visava a distribuição de marmitas segue sendo investigado pela Polícia Civil. A suspeita de golpe através do projeto Alimentando Necessidades viralizou nas redes sociais em setembro de 2022.

Investigação da PC apura suspeita de golpe através de projeto de entrega de marmitas em BlumenauSuposto projeto beneficente afirmava distribuir marmitas para moradores de rua em Blumenau e região – Foto: Divulgação/Alimentando Necessidades/ND

Um ano após o inquérito policial ser aberto, as investigações do que ficou conhecido como Marmitagate devem ser finalizadas em breve, segundo o delegado Isomar Amorim.

As investigações são realizadas em conjunto com a DECOR (Delegacia de Polícia de Combate à Corrupção).

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A jovem Maria Eduarda Poleza, coordenadora do projeto, prestou depoimento sobre o caso na época dos fatos e apresentou extratos bancários que demonstravam movimentação na conta relacionada a ação beneficente.

O Portal ND+ entrou em contato com Maria, mas não teve retorno até a publicação da reportagem.

Relembre a história

O termo “Marmitagate” – que faz alusão ao escândalo de Watergate – se tornou um dos assuntos mais falados na internet no final de setembro de 2022.

No centro da história estava o projeto beneficente que visava distribuir marmitas, mas que acabou se tornando alvo de investigação da polícia.

O caso começou no dia 18 de setembro, quando um grupo anônimo e autônomo especializado em pesquisas de dados públicos na internet expôs uma série de informações que levantaram suspeitas em relação à atuação do projeto Alimentando Necessidades em Blumenau e região.

Em uma espécie de dossiê, o grupo apontou várias falhas nas histórias contadas, principalmente pelo perfil de Taynara Motta, que dizia ser coordenadora do projeto.

Perfil chama a atenção

O perfil começou a atrair olhares na internet quando publicou um relato de um suposto estupro sofrido. A história foi contada no Twitter, mas o que chamou a atenção dos usuários da rede social foi que ao final do relato, a jovem deixou os dados bancários do projeto, a fim de angariar doações.

Após a repercussão da história, o grupo percebeu que o perfil da moça não possuía nenhuma informação pessoal sobre ela. O grupo que fez a exposição dos fatos ainda descobriu que nem a foto usada no perfil era original.

A imagem utilizada pela mulher foi encontrada no Pinterest e a real dona possuía um nome totalmente diferente do utilizado pela coordenadora do projeto.

A imagem utilizada, no entanto, é a de uma cena de um filme e não há atividades no perfil desde 23 de setembro, dias após o dossiê ser publicado.

Polícia ouve coordenadora do projeto de marmita

No início de outubro, a jovem Maria Eduarda Poleza, fundadora do projeto, prestou depoimento à Polícia Civil.

A jovem afirmou ao delegado na época que o projeto de fato existia e apresentou extratos bancários que demonstravam movimentação na conta relacionada ao projeto beneficente.

Mais de 10 boletins de ocorrência foram registrados contra o projeto desde que as informações foram expostas. A polícia segue com o inquérito e analisa os documentos apresentados pela coordenadora.

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