Na manhã desta terça-feira (11), a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Dlav/Deic (Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais) iniciou a operação Zoológico 2. Ao todo, estão sendo executados 32 mandados de busca e apreensão em quatro municípios da região metropolitana de Florianópolis.
Operação Zoológico 2 da Polícia Civil cumpre 32 mandados na região da Grande Florianópolis. – Foto: PCSC/Divulgação/NDAinda, conforme a Polícia Civil, estão sendo realizados o sequestro de 17 empresas, 32 propriedades imobiliárias, 38 veículos e diversos ativos financeiros dos suspeitos.
A operação visa combater o crime de lavagem de dinheiro e desorganizar um grupo envolvido em atividades ilegais relacionadas com o jogo do bicho.
SeguirOperação tem como objetivo investigar o esquema utilizado pelos envolvidos
Os envolvidos também ocultavam e dissimulavam os ganhos ilícitos e os bens que resultaram destas atividades ilegais. — Foto: PCSC/Divulgação/NDEmbora a maioria dos suspeitos já tenham sido formalmente acusados e denunciados durante a investigação da “Operação Zoológico”, eles continuaram cometendo crimes e, de fato, se organizaram para sustentar a exploração de jogos de azar. Ainda, conforme a Polícia Civil, os envolvidos também ocultavam e dissimulavam os ganhos ilícitos e os bens que resultaram destas atividades ilegais.
Conforme a Polícia Civil, os investigados ostentam um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com a utilização de pessoas jurídicas para a tipologia denominada mescla. Além disso, utilizavam duas centrais de motoboys e mototáxis, além de restaurante e importação de vinhos.
“Laranjas” para dissimular a distribuição de lucros
A polícia Civil ressalta que para isso, os investigados usam “laranjas” para dissimular a distribuição de lucros das empresas. Ainda, os envolvidos chegam a simular um divórcio para a “blindagem patrimonial”.
As medidas têm por objetivo buscar elementos de prova, além de inibir financeiramente a atividade criminosa, com a apreensão e indisponibilidade de ativos identificados a partir da análise de documentos e demais materiais apreendidos, bens auferidos com valores da exploração de atividade delituosa.
Participaram da operação cerca de 100 policiais civis. Além de integrantes da DEIC, prestaram apoio operacional a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais, a Gerência de Planejamento, a Diretoria de Inteligência, a Gerência de Tecnologia da Informação, o Setor de Investigação Criminal de Itajaí, a DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Blumenau, a DIC de Balneário Camboriú e as Delegacias de Combate à Corrupção da Capital, de Joinville e de Tubarão.