Diversos pontos na região da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, estão sofrendo com atos de vandalismo. Por lá, nem o totem do movimento Sou Bem Floripa escapou ileso. As pichações estão por todos os lados.
Mirante da Lagoa da Conceição amanhece pichado em Florianópolis – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVDe acordo com o presidente da associação de moradores do bairro, Bruno Negri, “o histórico de pichações já é bastante antigo, mas de 2019 para 2020 parece que apareceu um grupo novo e que inclusive pichou a santinha lá no morro da igreja. Então, é um grupo de pessoas bem abusado, que vem causando esse transtorno e essa depredação ao patrimônio alheio”.
Nas vésperas da temporada de verão, o Mirante do Morro da Lagoa, um dos pontos turísticos da Capital, amanheceu vandalizado esta semana. Pichações cobriram diversas estruturas e paredes do local, depredando até os grafites que as coloriam.
Recentemente, moradores flagraram quatro homens saindo de uma van na região central da Lagoa da Conceição. Eles são suspeitos de pichar patrimônios públicos e privados.
“Uma vez, um morador bastante atento percebeu que os pichadores estavam chegando e nos avisou através do grupo. A gente chamou a polícia. A van foi retida pela polícia. Os pichadores não foram encontrados, mas obviamente eles eram os donos da van. Foram chamados a depor, tinham um BO (boletim de ocorrência), mas ontem [nesta quarta-feira (27) eu vi essa van andando por aí. Ou seja, parece que nada aconteceu de forma prática para punir os responsáveis”, contou Negri.
Moradores flagraram homens suspeitos saindo de uma van na região central da Lagoa da Conceição – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVA PM (Polícia Militar) afirma que o local tem um índice de criminalidade considerado baixo, mas que o dano ao patrimônio é uma preocupação. “O patrimônio em si é uma questão que também fazemos o policiamento preventivo, mas entretanto nós temos uma grade de emergências a serem atendidas que colocam a proteção ao patrimônio num segundo patamar”, disse o tenente coronel Dhiogo Cidral, comandante do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar).
Sobre o vandalismo desta semana, a polícia afirma que está verificando as imagens das câmeras de monitoramento. Para Cidral, esses são atos de “mero vandalismo. São pequenos grupos de pessoas que querem deixar suas marcas nos espaços, em pontos mais elevados, como gangues apenas que querem demonstrar algum tipo de ocupação do meio urbano, mas sem nenhum fim específico, nenhum fim criminal mais específico”.
A pena para esse tipo de crime é leve. São de seis meses a um ano de prisão em caso de recorrência. É provável ainda que o culpado responda em liberdade após um termo circunstanciado.
“Imagens vão ser resgatadas para serem identificadas não só as pessoas, mas principalmente os veículos que se envolvem com essas situações. E faremos disso um encaminhamento até a Polícia Civil, para que conjuntamente sejam gerados inquéritos policiais para que se busque essas pessoas e realmente se investigue quem são esse grupo que vem fazendo [as pichações]”, explicou o comandante.
Enquanto isso, a população, que já está cansada, não quer mais ficar de mãos atadas. “Nós esperamos que as instituições funcionem. Nós esperamos que a polícia, que a Justiça, possa dar conta disso”, disse o presidente da associação de moradores.
Saiba mais sobre o assunto na reportagem do Balanço Geral Florianópolis!