Morte de servidora durante rafting em SC é alvo de investigação sobre possível crime

Polícia civil apura se morte foi acidental ou se ocorreram problemas técnicos durante a prática; por enquanto não há indícios de responsabilidade

Foto de Felipe Bottamedi

Felipe Bottamedi Florianópolis

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A Polícia Civil instaurou nesta quarta-feira (11) inquérito policial para elucidar as circunstâncias da morte de Marianne dos Santos. A servidora pública de 36 anos, que atuava em Blumenau, morreu após a prática de rafting em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis.

Marianne era servidora da Alesc e morreu durante raftingServidora estava hospitalizada após se acidentar em acidente e morreu nesta terça-feira – Foto: Reprodução/Redes Sociais

O acidente que vitimou a servidora ocorreu no sábado (6). Marianne foi hospitalizada no município vizinho de São José, mas três dias depois ela não resistiu. Na tarde desta quinta-feira (11) o IGP (Instituto Geral de Perícias) ainda não tinha finalizado a perícia para identificar a causa – suspeita-se de traumatismo craniano ou afogamento.

A vítima chegou a ficar submersa por cerca de 10 minutos, conforme o relato de amigos de Marianne. O marido estava junto com ela no bote. O esporte consiste na descida em corredeiras utilizando botes infláveis e equipamentos de segurança.

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“Vamos verificar se foi de fato um acidente ou se há culpa. Entre hoje [quinta-feira] e amanhã estaremos ouvindo as pessoas envolvidas no caso. Por enquanto não há suspeita de crime”, informou a delegada Débora Jardim, titular da delegacia de Santo Amaro da Imperatriz.

Dentre as testemunhas que serão ouvidas estão os representantes da empresa que organiza o esporta na região e o marido da vítima, que a acompanhava durante a descida. Como o boletim de ocorrência foi registrado em São José, o caso chegou apenas nesta quarta para a delegacia responsável pela investigação.

Servidora atuava na Alesc

Marianne era servidora efetiva da Câmara de Vereadores de Blumenau, atuando como Auxiliar Legislativo desde 2013. Desde março de 2017 estava cedida para a Escola do Legislativo Lício Mauro da Silveira, da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

Ela foi sepultada nesta quarta-feira (10), no Crematório Catarina, em Palhoça. “Em nome de todos os parlamentares, colaboradores e amigos, a Câmara de Vereadores presta condolências à família pela inestimável perda”, informou a Câmara em nota.

A deputada Marlene Fengler (PSD) lamentou a morte nas redes. Ela era coordenadora da Escola do Legislativo quando a servidora blumenauense começou a trabalhar lá. Fengler lembrou que “Mari” sempre foi atenciosa, dedicada e imprescindível, realizando “além do que era solicitado”.

“Siga em paz, Mari, e obrigada por toda a dedicação e comprometimento que marcaram sua trajetória na nossa Escola do Legislativo”, escreveu a parlamentar.