Mortes em Petrópolis chegam a 136 e Bolsonaro sobrevoa região: “Cenário de guerra”

Castigada pelas fortes chuvas há dois dias, Petrópolis luta contra deslizamentos e enchentes que já causaram a morte de pelo menos 136 pessoas

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Redação ND Florianópolis

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O presidente Jair Bolsonaro sobrevoou a região de Petrópolis, no Rio de Janeiro e afirmou que “a imagem é quase de guerra”. O sobrevoo foi feito nesta sexta-feira (18). No local, 136 pessoas já morreram devido às fortes chuvas estão causando enchentes e deslizamentos na região há pelo menos dois dias. O dado foi atualizado por volta de 20h.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sobrevoaas áreas afetadas pelos temporais em Petrópolis – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/NDO presidente da República, Jair Bolsonaro, sobrevoaas áreas afetadas pelos temporais em Petrópolis – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/ND

Mais cedo, o Instituto Médico Legal (IML), vinculado à Polícia Civil, informou que já havia concluído a identificação de 57 corpos. Destes, 30 já haviam sido liberados para sepultamento.

Mais de 130 pessoas chegaram a ser dadas como desaparecidas por familiares, mas alguns foram posteriormente localizados em abrigos ou identificados entre os mortos.

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Na manhã desta sexta, pelo menos 57 pessoas ainda estavam sendo buscadas. Na quinta (17), a Defesa Civil evacuou os moradores das áreas de risco do bairro Quitandinha.

Estão sendo empregados drones da Polícia Civil nas atividades de resgate. Os equipamentos apoiam o trabalho da Defesa Civil e sobrevoam regiões buscando sobreviventes e realizando o monitoramento de áreas atingidas, possibilitando avaliar os riscos de novos deslizamentos.

Imagens de drone das áreas de deslizamento de encosta em Petrópolis, em decorrência das fortes chuvas que atingiram, a região serrana do Rio de Janeiro – Foto: TV Brasil/NDImagens de drone das áreas de deslizamento de encosta em Petrópolis, em decorrência das fortes chuvas que atingiram, a região serrana do Rio de Janeiro – Foto: TV Brasil/ND

Além disso, uma equipe de bombeiros de Santa Catarina já foi mobilizada para ajudar nos trabalhos de busca e salvamento em Petrópolis.

“Nós vimos pontos localizados, mas de intensa destruição. Vimos também regiões em que existiam casas, pelo que nós vimos perifericamente ao estrago causado pela erosão. Então é uma imagem quase que de guerra. Lamentável”, falou o presidente.

Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/NDBombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND

“A população tem razão em criticar, mas aqui é uma região bastante acidentada, infelizmente tivemos outras tragédias aqui, e peço a Deus para que não ocorram mais”, finalizou Bolsonaro.

Na sequência, o ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, explicou que o volume de chuvas que atingiu o município foi muito acima dos parâmetros normais. “As chuvas mais intensas dos últimos 90 anos”, destacou.

*Com informações do portal R7 e da Agência Brasil.

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