O presidente Jair Bolsonaro sobrevoou a região de Petrópolis, no Rio de Janeiro e afirmou que “a imagem é quase de guerra”. O sobrevoo foi feito nesta sexta-feira (18). No local, 136 pessoas já morreram devido às fortes chuvas estão causando enchentes e deslizamentos na região há pelo menos dois dias. O dado foi atualizado por volta de 20h.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, sobrevoaas áreas afetadas pelos temporais em Petrópolis – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/NDMais cedo, o Instituto Médico Legal (IML), vinculado à Polícia Civil, informou que já havia concluído a identificação de 57 corpos. Destes, 30 já haviam sido liberados para sepultamento.
Mais de 130 pessoas chegaram a ser dadas como desaparecidas por familiares, mas alguns foram posteriormente localizados em abrigos ou identificados entre os mortos.
SeguirNa manhã desta sexta, pelo menos 57 pessoas ainda estavam sendo buscadas. Na quinta (17), a Defesa Civil evacuou os moradores das áreas de risco do bairro Quitandinha.
Estão sendo empregados drones da Polícia Civil nas atividades de resgate. Os equipamentos apoiam o trabalho da Defesa Civil e sobrevoam regiões buscando sobreviventes e realizando o monitoramento de áreas atingidas, possibilitando avaliar os riscos de novos deslizamentos.
Imagens de drone das áreas de deslizamento de encosta em Petrópolis, em decorrência das fortes chuvas que atingiram, a região serrana do Rio de Janeiro – Foto: TV Brasil/NDAlém disso, uma equipe de bombeiros de Santa Catarina já foi mobilizada para ajudar nos trabalhos de busca e salvamento em Petrópolis.
“Nós vimos pontos localizados, mas de intensa destruição. Vimos também regiões em que existiam casas, pelo que nós vimos perifericamente ao estrago causado pela erosão. Então é uma imagem quase que de guerra. Lamentável”, falou o presidente.
Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND“A população tem razão em criticar, mas aqui é uma região bastante acidentada, infelizmente tivemos outras tragédias aqui, e peço a Deus para que não ocorram mais”, finalizou Bolsonaro.
Na sequência, o ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, explicou que o volume de chuvas que atingiu o município foi muito acima dos parâmetros normais. “As chuvas mais intensas dos últimos 90 anos”, destacou.
*Com informações do portal R7 e da Agência Brasil.