Mortes por afogamento dobraram em praias de SC nesta temporada

Os números de crianças perdidas e de acidentes com águas-vivas também subiu no Estado, em comparação com o mesmo período de 2022

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Redação ND Florianópolis

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O novo boletim da operação veraneio do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina) divulgado nesta terça-feira (10) mostra números assustadores para o Estado. Olhando somente para o número de mortes por afogamento, por exemplo, os dados indicam o dobro de mortes desta temporada para a anterior. Em 2021 para 2022 foram seis mortes em praias. Agora, já são 12. Os números são do mesmo período.

Os dados também mostram que as mortes em água doce diminuíram, mas seguem altas. Agora, nove pessoas já morreram afogadas, contra 12 no mesmo período da temporada anterior.

A média de idade das vítimas deste ano é de 36 anos, e todos são homens. Dos mortos, cinco eram pescadores.

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Número de afogamentos dobram nesta temporada – Foto: Leo Munhoz/NDNúmero de afogamentos dobram nesta temporada – Foto: Leo Munhoz/ND

Crianças perdidas trazem preocupação

O CBMSC declarou em nota, que reforça o pedido de cuidado dos pais e responsáveis para que não deixem crianças sozinhas nas praias. Segundo os Bombeiros, apenas alguns segundos são suficientes para acontecer uma tragédia.

Para isso, há pulseiras de identificação nos postos guarda-vidas que podem ser solicitadas.

Bombeiros fazem alerta para crianças perdidas em praias – Foto: Leo Munhoz/NDBombeiros fazem alerta para crianças perdidas em praias – Foto: Leo Munhoz/ND

Somente nesta temporada, 937 ocorrências de crianças perdidas foram registradas até o momento, sendo que na última temporada eram 712.

Acidentes com águas-vivas sobem 151%

Outro dado preocupante é o número de acidentes com águas-vivas no Estado. Foram 5.217 ocorrências neste ano, contra 2.078 no mesmo período do ano passado.

De acordo com os Bombeiros, é fundamental verificar se há a bandeira lilás no posto de guarda-vidas antes de entrar no mar, pois ela indica a presença das águas-vivas.

Balneário Arroio do Silva é a cidade onde o número de acidentes com o animal é mais comum.

Em caso de ferimentos por águas-vivas os militares indicam que deve ser colocado vinagre na região. A população pode procurar os postos de guarda-vidas, pois os profissionais possuem vinagre para este primeiro atendimento.

Praias mais perigosas em Florianópolis

De acordo com o Major Fernando Ireno Vieira, do CBMSC, responsável pela operação veraneio em Florianópolis, há algumas praias perigosas na cidade. No total, sete são as que apresentam o mar mais agitado.

Confira a lista:

  • Praia Brava
  • Campeche
  • Joaquina
  • Praia do Matadeiro
  • Praia Mole Morro das Pedras
  • Santinho

“A praia Mole, por exemplo, consideramos uma ‘praia de tombo’. Isso significa que, no local, a profundidade muda rapidamente. Com dois, três passos, é possível que uma água que estava na cintura suba para o peito”, explica.

Segundo o Major, a terra do local é mais fofa por ter o impacto da arrebentação. Sendo assim, a profundidade aumenta mais rápido. E faz o alerta:

“Tome cuidado ao tomar banho porque ela aumenta a profundidade muito, muito rápido. Para crianças e idosos o local não é muito bom. Idosos por exemplo. A onda quebra muito perto da areia no local também, o que traz muito impacto da força da água para o banhista”, diz.

A praia Brava, Joaquina, Morro das Pedras e Campeche, o profissional elenca como praias de surfe. Os locais possuem angulações fortes o que formam correntes muito fortes na água.

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