O número de mortes por conta do terremoto que atingiu a Turquia e a Síria na última segunda-feira (6) chegou a 22 mil, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (10). Os dados são atualizados conforme os trabalhos de buscas avançam.
A quantidade é semelhante à população estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para Porto Belo, cidade do Litoral Norte de Santa Catarina.
Terremoto que atingiu Turquia e Síria nesta segunda (6) deixou cidade em ruínas – Foto: Youssef KARWASHAN / AFPTV / RUDAW / PRESIDÊNCIA DA TURQUIA / AFPDas 22 mil vítimas do tremor de magnitude 7,8, 19 mil estão no território turco.
SeguirO PMA (Programa Mundial de Alimentos), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede em Roma, solicitou nesta sexta-feira (10) R$ 403 milhões para ajudar cerca de 874 mil pessoas afetadas pelo terremoto na Turquia e na Síria.
“Trata-se de dar assistência com alimentos e pratos de comida quentes a cerca de 874.000 pessoas”, disse em um comunicado.
Desde o devastador terremoto de segunda-feira (6), a entidade distribuiu alimentos a pelo menos 115 mil pessoas nos dois países.
“A distribuição está ocorrendo em vários pontos. Estamos providenciando, principalmente, refeições quentes e prontas para consumo e pacotes de alimentos para as famílias que não requerem instalações para cozinhar e podem ser consumidos de forma imediata”, explicou a diretora regional para Oriente Médio e África do Norte do PMA, Corinne Fleischer.
“Para as milhares de pessoas afetadas pelos terremotos, a comida é uma das principais necessidades neste momento e nossa prioridade é fazê-la chegar rapidamente às pessoas que necessitam”, acrescentou.
A agência da ONU, que atua nas áreas afetadas há quatro dias, espera conseguir fornecer ajuda às 284 mil pessoas que estão deslocadas na Síria e cerca de 590 mil desabrigados na Turquia.
O PMA, maior organização humanitária do mundo, já auxiliou 43 mil pessoas em território sírio e 73 mil, na Turquia.
No ano passado, ajudou 97 milhões de pessoas em 88 países que sofriam de escassez aguda de alimentos e fome.
Em 2020, a entidade recebeu o Prêmio Nobel da Paz “por seus esforços em combater a fome e por sua contribuição para melhorar as condições de paz em áreas afetadas pelos conflitos”.
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