Motoboy que agrediu mulher imobilizada com chute na cabeça após acidente é indiciado em SC

Vídeo da agressão repercutiu nas redes sociais

Foto de Redação ND

Redação ND Criciúma

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Um motoboy que agrediu uma motorista, de 29 anos, com um chute na cabeça após um acidente de trânsito, em Imbituba, no Sul catarinense, foi indiciado por homicídio tentado. O episódio ocorreu, em 27 de junho de 2022, na Avenida Brasil.

Motoboy que agrediu mulher imobilizada com chute na cabeça após acidente é indiciado em SC – Foto: Divulgação/NDMotoboy que agrediu mulher imobilizada com chute na cabeça após acidente é indiciado em SC – Foto: Divulgação/ND

Na época, a vítima das agressões relatou que bateu no retrovisor de um carro estacionado e, enquanto parava para resolver a situação, a motorista, envolvida na batida, teria tirado ela à força do veículo e iniciado as agressões.

A atendente contou ainda que, mesmo imobilizada no chão, recebeu um chute na cabeça, como mostram as imagens. O suposto agressor era motoboy e informou aos policias que fez isso para separar a briga, porém a investigação constatou outra versão.

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Agressão revoltou a comunidade local – Vídeo: Divulgação/ND

“O conjunto indiciário apontou que o autor parou com as agressões apenas em virtude da intervenção de terceiros, sem a qual ele teria dado continuidade aos chutes contra a cabeça da vítima”, explicou o delegado Nicola Patel, responsável pelo caso.

Já a outra motorista, que aparece nas imagens, não foi indiciada. Conforme o delegado, estava em legítima defesa. À polícia, ela informou que a mulher tentou fugir e colidiu novamente em seu carro após dar ré. Então, teria entrado no veículo para tirar a chave de ignição e foi agredida.

O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público e Poder Judiciário. 

Para os advogados da vítima Pedro Monteiro, Laís Corrêa e Gustavo Botega, “as imagens são nítidas e falam por si só. Ao desferir um chute brutal na cabeça da vítima, quando esta já estava no chão imobilizada e indefesa, não só foi criado, mas também foi assumido o risco de produzir o resultado morte, que somente não se consumou por circunstâncias alheias, devido à intervenção de populares que se encontravam no local”.

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