Motorista de aplicativo é preso após oferecer bala com cocaína para passageira

A Polícia Civil também encontrou uma arma ilegal na casa do homem e um mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável

Redação ND Florianópolis

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Um motorista de aplicativo foi preso na última quarta-feira (5) após ser acusado de oferecer balas ‘batizadas’ com cocaína para uma passageira no dia 19 de dezembro em Curitiba, no Paraná.

Marido da vítima ficou desconfiado após o recheio branco da bala ter deixado sua língua dormente – Foto: Polícia Civil do Paraná/Divulgação/NDMarido da vítima ficou desconfiado após o recheio branco da bala ter deixado sua língua dormente – Foto: Polícia Civil do Paraná/Divulgação/ND

O homem de 45 anos foi preso pela Polícia Civil em sua própria casa e responderá pelo crime de tráfico de drogas. Ele também tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de estupro de vulnerável no município de Almirante Tamandaré, e também responderá pelo caso. Além do flagrante por posse de entorpecentes, a polícia também encontrou uma arma de fogo ilegal na casa do suspeito.

Em entrevista ao portal UOL, o delegado Osmar Dechiche, responsável pela investigação, informou que a vítima pediu o carro de aplicativo após sair do trabalho. O motorista teria começado a olhar para ela insistentemente pelo retrovisor e, na sequência, oferecido uma bala.

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A passageira, porém, notou que a embalagem estava violada e não a consumiu. O condutor chegou a oferecer outra bala para a mulher, que pegou e novamente não a comeu.

Ao chegar em casa, a mulher contou o que havia acontecido ao marido, que percebeu um conteúdo branco incomum dentro da bala. Ele o colocou na ponta da língua, que adormeceu. O caso, então, foi denunciado à polícia.

Ainda ao portal UOL, o delegado disse que as duas balas foram encaminhadas ao IC (Instituto de Criminalística). O laudo concluiu que o conteúdo dentro dos doces era mesmo cocaína.

Segundo o delegado, o suspeito alegou que “não tinha a intenção de drogar ninguém”.

“Ele diz que no passado foi usuário de drogas, mas que se regenerou através de tratamento. Segundo ele, essas balas, como outras tantas, ele adquire em mercados, mercearias, postos de gasolina e semáforos. Ele alega que não tinha ciência da adulteração dessas balas e que, por isso, fez a gentileza [de oferecer], o que habitualmente ele faz com todos os passageiros”, afirmou.

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