O motorista Dyego Ferreira Sales, de 34 anos, que atropelou uma família no bairro Ingleses, em Florianópolis, foi condenado a cinco anos, sete meses e 25 dias de detenção. Ele estava preso preventivamente desde janeiro deste ano, quando o atropelamento aconteceu.
A família foi atropelada no primeiro dia do ano, enquanto caminhava tranquilamente pela calçada. Os pais e o filho tiveram ferimentos leves. Já a filha, a adolescente Rebeca Sayuri, de 15 anos, ficou presa embaixo do veículo. Após o acidente, ela ficou 14 dias em coma e passou por sete cirurgias, para a retirada de órgãos afetados pelo acidente e colocação de pinos pelo corpo.
Acidente na rua das Gaivotas, nos Ingleses, e deixou uma adolescente gravemente ferida – Foto: Corpo de Bombeiros Militar/divulgação/ND“A juíza condenou-o a cinco anos de reclusão em regime fechado e sete meses de reclusão em regime semiaberto com a suspensão do direito de dirigir”, disse o advogado da família de Rebeca, Tiago Santos de Souza. Ele comemorou a celeridade com que o caso foi analisado pela Justiça: “Pode-se dizer que a justiça tá sendo feita. E que fique de alerta para as pessoas que beber e dirigir as condenações estão sendo sentenciadas.”
Para a família o sentimento também é de que a justiça está sendo feita. A mãe da vítima, Rebeca de Albuquerque, contou que “apesar de tudo que minha filha passou, que ela sofreu, fiquei satisfeita com a condenação. Era o que a gente tava esperando. Graças a Deus minha filha tá aqui com vida. Então, estamos bem felizes com essa condenação”.
Dyego Ferreira Sales segue preso em uma unidade de Brasília. Em nota, a defesa do motorista, se manifestou sobre a condenação. Segundo ele, “não se fez justiça, em verdade uma injustiça foi praticada, uma vítima levou a culpa pelo infortúnio de outra vítima e a verdadeira culpada sequer foi incomodada. É lastimável a decisão, mas novidade não é.
Aos que comemoram a decisão, lembre-se, qualquer carro pode apresentar falha mecânica, a qualquer tempo, em qualquer hora, lugar e situação, só torço para que tenham melhor sorte que o Dyego e a Rebeca”.
Sete meses depois, as marcas do acidente ainda são visíveis em frente ao condomínio onde aconteceu o atropelamento. Ficaram os danos no edifício e muitos outros na vida da família da jovem Rebeca desde que tudo aconteceu. Por isso, eles ainda buscam uma indenização pelos danos morais e materiais na Justiça.
Rebeca Sayuri Albuquerque Minori, de 15 anos, ficou em estado grave após o atropelamento – Foto: Arquivo PessoalOs últimos meses foram de tratamento intenso para recuperar os movimentos dos braços e fortalecer as pernas. Segundo a mãe de Rebeca, “ela tá bem agora, tá tendo acompanhamento. As placas e pinos, o corpo não rejeitou, tá tudo bem. Os últimos exames que ela fez, tá tudo ok”.
“Não sinto mais [dores]. Eu tô conseguindo fazer muitas coisas”, afirmou a jovem. Enquanto Rebeca se recupera, dia após dia, sonha em voltar às atividades que fazia antes daquele dia 1º de janeiro. “Voltar para o meu balé, que eu gosto muito, e também o meu atletismo, correr, que eu gosto”, disse ela.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.