Três meses depois, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) ainda continua analisando o inquérito que investiga a suspeita de fraude no cartão ponto de médicos do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville, no Norte de Santa Catarina.
Investigação apura a conduta de ao menos onze médicos do hospital regional – Foto: Adriano Mendes/NDTVA investigação, realizada pela equipe da DIC (Divisão de Investigação Criminal) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), apontou que ao menos 11 médicos registravam a entrada no hospital, deixavam a unidade sem cumprir a jornada de trabalho e voltavam horas depois para registrar a saída.
Durante a investigação, inclusive, um dos médicos chegou a ser flagrado em um motel no horário de expediente. Além disso, no cumprimento dos mandados de busca e apreensão, em dezembro de 2020, dois médicos foram pegos dormindo, ao invés de estarem trabalhando no hospital.
SeguirSegundo o MP, durante a análise, a promotoria pediu que novos documentos fossem anexados ao processo. Depois disso, a equipe irá analisar a situação de cada médico, apesar do inquérito ser um só.
Todos os profissionais são concursados e têm salários entre R$ 9 mil e R$ 20 mil por mês para uma jornada de 80 horas mensais. Eles foram indiciados por falsidade ideológica com a agravante de ter ocorrido durante a pandemia da Covid-19. O processo tramita em segredo de justiça.