MP denuncia líder religioso acusado de praticar crimes sexuais contra 6 mulheres no Sul de SC

Atos sem consentimento teriam acontecido em 2023; segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o réu responde ao processo preso

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Redação ND Criciúma

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Um homem, que seria líder religioso, foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por estupro, importunação sexual e violação sexual mediante fraude contra seis mulheres. Os crimes teriam acontecido em 2023, no município de Tubarão, no Sul do Estado.

Líder religioso teria se aproveitado de momentos vulneráveis das vítimasLíder religioso teria se aproveitado de momentos vulneráveis das vítimas, durante aconselhamento ou rituais espirituais, para cometer atos libidinosos – Foto: Internet/Unsplash/ND

Líder religioso se aproveitava de momentos vulneráveis das vítimas

Conforme o promotor de Justiça, Rafael Rauen Canto, o réu seria um líder religioso que se aproveitava da autoridade e da confiança que as vítimas depositavam nele em momentos vulneráveis, para, supostamente, praticar atos libidinosos sem consentimento.

Em alguns dos casos, o homem teria simulado estar incorporado por entidades espirituais e teria dito às vítimas que o problema delas só seria resolvido mediante a prática de relação sexual com ele.

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O suspeito utilizava de rituais nos quais ficava mais próximo das vítimas para tocar o corpo delas. Em determinadas situações, o acusado teria utilizado violência para impedir que as mulheres resistissem aos abusos, segurando-as ou cobrindo-lhes a boca.

Ainda de acordo com a denúncia, o líder religioso teria enviado às mulheres mensagens de cunho sexual antes e depois dos crimes. A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Tubarão na última sexta-feira (24). O réu responde ao processo preso.

Denúncia do MPSC já foi recebida pela Justiça – Foto: Divulgação/MPSC/NDDenúncia do MPSC já foi recebida pela Justiça – Foto: Divulgação/MPSC/ND

Além da condenação pela prática dos crimes, o MPSC requereu à Justiça que o homem seja condenado a reparar os danos causados pela infração. O órgão pede o valor de, no mínimo, R$ 50 mil para cada uma das vítimas.

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