MP denuncia suspeito de matar advogado em São Francisco do Sul

O crime ocorreu em maio deste ano quando Hamilton Lopes Ribeiro foi atingido por tiros na frente de casa

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Redação ND Joinville

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O MP (Ministério Público) denunciou na Justiça o suspeito de matar o advogado Hamilton Lopes Ribeiro. O crime ocorreu em maio deste ano quando a vítima foi atingida por tiros na frente de casa, em São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina.

Polícia Civil segue investigando o caso para identificar o mandante do crime – Foto: PCSC/Divulgação/NDPolícia Civil segue investigando o caso para identificar o mandante do crime – Foto: PCSC/Divulgação/ND

O suspeito foi detido em em 31 de maio e, a partir da denúncia, o suposto autor do ato criminoso passa a ser réu em ação penal pública. O MP requer que o acusado seja submetido a júri popular.

De acordo com a acusação, no dia do crime, o denunciado seguiu a vítima até sua casa usando uma moto. Quando o advogado desembarcou de seu automóvel, o réu o surpreendeu e efetuou os disparos que levaram a vítima a óbito. Após a execução do crime, o denunciado fugiu do local.

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Consta na denúncia do MPSC “que o réu já vinha acompanhando a rotina de Hamilton há dias, calculando com frieza a execução do crime, e, portanto, agindo com premeditação”.

Na denúncia, a Promotora de Justiça Rachel Urquiza Rodrigues de Medeiros aponta que o homicídio foi cometido mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, pois o réu seguiu, surpreendeu e disparou contra o advogado em frente à sua própria casa após descer do veículo que dirigia, totalmente desprevenido e desarmado, sem condições de esboçar atitude defensiva.

A promotora também destaca que o ato criminoso também foi realizado mediante pagamento, isto porque o denunciado recebeu valores em dinheiro para efetuar o crime, conforme demonstrou a investigação.

Ele teria, inclusive, comprado carros e outros itens, realizado transferências bancárias para uma conta de sua titularidade, e alugado um imóvel na cidade de Joinville, onde passou a residir com sua irmã.

O réu, que estava preso temporariamente, teve sua prisão convertida em preventiva nesta semana a pedido da Polícia Civil, com chancela do MPSC. A investigação segue sendo realizada a fim de identificar o possível mandante da execução do advogado.

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