O Ministério Público de Santa Catarina (MP) ajuizou ação penal contra o médico psiquiatra acusado de estupro em Joinville, Norte de Santa Catarina, e na Bahia, no Nordeste brasileiro.
Ministério Público ajuizou ação contra o médico ainda na quarta-feira (29/9). – Foto: Divulgacão/JusCatarina/NDO MP ajuizou ação ainda na quarta-feira (29/9), quando também se manifestou favoravelmente ao pedido de prisão feito pela Polícia Civil . Ação já foi recebida pelo Poder Judiciário e o mandado cumprido pela Polícia Civil. O preso foi conduzido para o Complexo Prisional de Joinville.
SeguirA ação ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville relata que o médico, de 64 anos, teria estuprado uma paciente de 30 anos na UBSF Leonardo Schilickmann, no bairro Iririú, zona Leste de Joinville, em agosto deste ano.
O médico, denuncia o promotor, teria se aproveitado da fragilidade emocional da vítima, a quem teria feito ameaças após o suposto abuso sexual.
Ao se manifestar pela prisão preventiva, o promotor de Justiça Germano Krause de Freitas destacou a gravidade da conduta do médico, a necessidade de evitar a reiteração da prática criminosa e pela conveniência da instrução criminal, uma vez que há outras denúncias contra o médico sendo investigadas pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) de Joinville.
Médico foi preso na manhã desta sexta-feira, dia 1/10, e foi levado para a penitenciária de Joinville. – Foto: Polícia Civil/Divulgação DAs denúncias foram recebidas pela Secretaria de Saúde do Município – que já exonerou o médico em agosto – e encaminhadas para investigação policial. O médico responde a cinco processos administrativos disciplinares e há contra ele pelo menos 35 relatos recebidos pela Secretaria devido à conduta inadequada, algumas delas referindo-se a suposto assédio sexual.
Ainda segundo o promotor de Justiça, pode haver mais vítimas de possíveis crimes sexuais praticados pelo médico.
“Eventualmente, se houver mais alguma vítima, orientamos que procure a Delegacia de Polícia ou o Ministério Público, a fim de que o caso possa ser investigado e o culpado punido pelo crime”, completa Krause de Freitas.
O nome do médico não foi divulgado em função da ação tramitar em segredo de Justiça, a fim de preservar a intimidade da vítima
CRM também vai investigar médico
O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) também vai investigar o caso do médico. Por meio de nota, disse que obteve conhecimento sobre os fatos envolvendo o médico e esclarece que serão apurados pelo setor de corregedoria.
“Entretanto, a divulgação de informações relativas à apuração do caso é vedada pelo artigo 1º do Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.145/2016), que resguarda o sigilo processual”, frisou.