MPSC investiga abuso de medicamentos e fugas em abrigo para menores em Florianópolis

As denúncias envolvem dificuldade para acessar alimentação, falta de atividades culturais e conflitos entre os acolhidos

Daiane Nora Florianópolis

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) lançou um inquérito civil este mês para investigar alegações de irregularidades em um abrigo para menores em Florianópolis.

Entre as suspeitas que serão investigadas pela 9ª Promotoria da Capital, destacam-se uma série de irregularidades graves, incluindo o suposto uso excessivo de medicamentos controlados pelos adolescentes, relatos de brigas e fugas frequentes, descumprimento do projeto pedagógico, condições estruturais inadequadas e precárias, dificuldades para acessar alimentação e falta de atividades culturais e de lazer para os jovens.

Foto mostra criança segurando urso de pelúcia. Imagem ilustra matéria sobre investigação de abrigo para menoresAbrigo para menores em Florianópolis é investigado pelo Ministério Público – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

Abrigo para menores

O estabelecimento em questão atua como um refúgio temporário para crianças e adolescentes com idades entre 7 e 18 anos que se encontram em situações de risco pessoal e social. A localização exata do abrigo não é divulgada, visando proteger a segurança dos menores.

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Diante da gravidade das acusações, o MPSC considera necessário tomar medidas urgentes e notificou várias entidades e autoridades envolvidas, incluindo o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária, o Secretário Municipal de Assistência Social, a coordenadora do Abrigo Municipal de Florianópolis e o prefeito Topazio Neto, que recebeu o documento oficial na última terça-feira (6).

Os destinatários das notificações têm um prazo de 30 dias, a partir do recebimento, para fornecer respostas ao Ministério Público. Nos ofícios enviados, o promotor encarregado do caso questiona a necessidade de uma possível interdição imediata da instituição.

Em resposta, a Prefeitura de Florianópolis emitiu uma nota afirmando que irá conduzir uma investigação interna em conjunto com a Assistência Social para apurar os apontamentos feitos pelo MPSC.

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