‘Muita dor’: após 3 meses, família ainda não pôde sepultar corpo de jovem de SC morta no PR

Camila Florindo, de 23 anos, foi sequestrada em Araquari e teve o corpo enterrado no interior do Paraná; família da jovem pede por respostas após meses de angústia

Foto de Lincoln Pradal

Lincoln Pradal Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp
Corpo da jovem ainda não foi liberadoCamila Florindo, de 23 anos, foi sequestrada em Araquari – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND

O sofrimento da família da jovem catarinense Camila Florindo, que foi morta no Paraná em outubro do ano passado, parece não ter fim. Três meses após os restos mortais dela serem encontrados em Ibaiti (PR), os familiares ainda aguardam a liberação para que possam realizar o sepultamento.

De acordo com a irmã de Camila, Ester Florindo, o corpo segue no Estado do Paraná. “Isso tem causado muita dor na nossa família, muita tristeza. Não tem explicação para o tamanho da dor que a gente sente”, diz Ester.

A jovem de 23 anos foi sequestrada em Araquari, no Norte de Santa Catarina, e morta no lugar do namorado. Ela deixou um filho pequeno, que, de acordo com Ester, chora pedindo para poder enterrar a mãe. “A família sofre diariamente”, conta.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Jovem será enterrada em Blumenau

A família pretende sepultar Camila em Blumenau, cidade onde nasceu e onde a mãe dela mora. Sem respostas, porém, os familiares vivem a angústia de um luto que ainda não tem data para acabar.

De acordo com a Polícia Científica do Paraná, uma perícia especializada de antropologia foi necessária no corpo. Este tipo de perícia leva mais tempo para ser concluída e, segundo o órgão, já foi finalizada em Londrina.

Ainda segundo a Polícia Científica paranaense,  “a liberação se dará pela Unidade de origem em Jacarezinho e a mesma irá entrar em contato com a família para realizar os trâmites necessários”.

À NDTV RECORD, a família de Camila afirmou que o delegado de Joinville responsável pela investigação disse à irmã da jovem que pedirá mais agilidade à Polícia Científica do Paraná para liberação da ossada.