Anderson Pereira de 49 anos teve alta na tarde desta segunda-feira (8), e acompanhou o velório da esposa Sandra Pereira, junto ao filho do casal, de 26 anos. Sandra e Anderson sofreram um grave acidente no domingo (7), quando a moto em que estavam foi atingida e arrastada por 30 quilômetros um caminhão.
Sandra foi fortemente atingida pelo caminhoneiro que estava sob efeito de drogas. Ela não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, no domingo.
Anderson e Sandra voltavam de um passeio a Campo Alegre quando o acidente aconteceu – Foto: Redes sociais/NDPara não morrer, Anderson subiu na cabine do caminhão e ainda assim foi agredido pelo motorista com socos. Com medo de perder a vida, ele pulou do caminhão ainda em movimento.
SeguirDe acordo com o delegado responsável pelo caso, Uiliam Soares da Silva, o caminhoneiro é do Rio Grande do Sul e disse que voltava de uma viagem a São Paulo. “Ele afirmou que não ia falar porque não se lembrava dos fatos. Falou que achou que estava num sonho e não sabe nem precisar o que fez. Disse que estava há muito tempo sem dormir, que fez uso de rebite para ficar acordado e que pode ter usado cocaína e remédio tarja preta”, disse Uiliam.
Velório foi marcado por comoção da família e amigos
Angela de Souza é amiga do casal e acompanhava os dois nos passeios com grupo de motociclistas. A moto em que o casal estava era o sonho de Anderson e foi comprada há dois meses. Para ela, o grupo está desolado com a morte de Sandra.
“Nós já havíamos ido com o Anderson a Campo Alegre, mas a Sandra não foi, pois ela não estava se sentindo bem no dia. Porém o Anderson achou o lugar tão lindo que decidiu voltar só para que Sandra conhecesse. Não tenho palavras, ele é uma pessoa que sempre seguiu as normas de trânsito. Estamos desolados”, contou Angela.
Velório de Sandra foi no Centro de Camboriú, família e amigos acompanharam muito emocionados – Foto: Paulo Metling/NDTVJoelma Bertelli é sobrinha de Sandra, ela comentou um pouco sobre a dor que a família vem enfrentando. “A gente não tem palavras para descrever esse momento. A morte é aceitável, mas uma morte trágica como essa não tem explicação. É um momento de muita dor, a gente não tem força. Havia uma família, amigos, uma cidade inteira que amava a minha tia Sandra”, afirmou Joelma.
Sem condições emocionais de retornar para casa, Anderson e o filho estão na casa da mãe, onde tentam se recuperar da tragédia.