Uma mulher, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, com um fio de telefone enrolado no pescoço, nessa quinta-feira (13). O crime aconteceu em Laguna, no Sul Catarinense, e demorou cerca de 24 horas para ser elucidado.
Vítima teria sido morta em casa no Sul de Santa Catarina – Foto: Divulgação/PC/NDInicialmente, haviam duas possibilidades: homicídio ou suicídio. A segunda opção foi descartada logo após os investigadores realizarem uma perícia na cena do crime.
Eles constataram que, de fato, a moradora Cleivânia da Silva Martins foi brutalmente agredida e asfixiada com um cabo do telefone. Tratava-se, portanto, de um assassinato.
SeguirA partir da constatação, os policias iniciaram uma investigação e descobriram que, no dia anterior ao crime, a vítima esteve na companhia de um homem. Eles, inclusive, teriam se deslocado até uma instituição financeira no Centro de Laguna, de onde sacaram dinheiro.
As apurações também confirmaram que ambos se encontraram por diversas vezes entre quarta (12) e quinta-feira (13), especialmente na manhã do crime.
Diante disso, o principal suspeito foi localizado pelos agentes caminhando tranquilamente pelo Centro da cidade. Durante a abordagem, verificaram que o jovem, de 27 anos, era natural de Campos Novos e ainda havia, contra ele, um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas.
O suspeito, então, foi preso e interrogado. Em depoimento, ele confessou o crime e disse que realizou programas sexuais com a vítima naquela madrugada, quando acabaram discutindo e brigando.
Em defesa, o jovem alegou que a vítima quem partiu para cima dele e, por isso, utilizou-se de uma corda para asfixiá-las. Ainda argumentou que, logo após o assassinato, fugiu do local.
De acordo com o delegado Bruno Fernandes, Cleivânia sofreu uma série de agressões na cabeça, o que coloca em cheque a declaração do investigado de ter agido em legítima defesa.
“A prova pericial, realizada pelos excelentes peritos de Laguna e região, deixa claro que a vítima foi bastante agredida na cabeça – possivelmente antes mesmo de ser asfixiada, o que acaba por derruir a tese levantada e se contrapor à versão apresentada pelo investigado, tudo a sinalizar eventual prática de homicídio doloso qualificado”, explicou.