Uma mulher de 35 anos foi vítima de estelionato após cair em um golpe no município de Galvão, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. O fato foi registrado pela PM (Polícia Militar) no início da tarde desta terça-feira (19), no Centro do município.
Mulher perdeu R$ 1 mil – Foto: José Cruz/Agência Brasil/NDA vítima contou à PM que viu um anúncio de venda de veículo em uma rede social. Após acessar o anúncio, foi direcionada a uma conversa com uma mulher em um aplicativo de mensagens. A suposta vendedora lhe passou as condições para compra do veículo.
Conforme a vítima, a entrada seria de R$ 2 mil e mais 24 parcelas mensais de R$ 381,50. Ela então depositou R$ 1 mil, mas na sequência desconfiou do negócio, pois o anúncio ainda continuava vigente na rede social.
SeguirApós questionar o anunciante sobre a venda, ela acabou sendo bloqueada na rede social e não conseguiu mais contato. O comprovante de depósito dos mil reais saiu no nome de outra mulher.
Um boletim de ocorrência foi registrado e a mulher orientada sobre os procedimentos cabíveis.
Entenda como funciona o golpe
A PM faz um alerta sobre o funcionamento do golpe para que outras pessoas não sejam vítimas. Segundo a polícia, para consumar o crime, golpistas clonam anúncios de venda particulares publicados na internet. No falso anúncio, o mesmo veículo é oferecido pelo golpista por um valor abaixo do anunciado na publicação original, mas com os dados de contato do próprio golpista.
Quando potenciais compradores, atraídos pelo preço abaixo da tabela, entram em contato com o golpista, começa um verdadeiro “teatro criminoso”. Ao interessado na compra, o infrator se identifica como proprietário do automóvel.
Para o verdadeiro proprietário, o falsário se passa por comprador. Toda essa intermediação ocorre por aplicativos de mensagens, com a troca de informações confidenciais, fotos do veículo e de seus documentos, dados pessoais dos envolvidos etc.
No processo fraudulento, proprietário e comprador chegam a estar frente a frente, sem a presença do estelionatário, para que o veículo seja visto pelo interessado. Entretanto, orientados e induzidos pelo golpista, não negociam valores pessoalmente, nem comentam sobre a existência do “intermediário”, o que, se ocorresse, revelaria a fraude.
“Mantendo contato com as vítimas apenas por aplicativos de mensagens, é comum o estelionatário alegar parentesco com uma ou outra parte envolvida, o que acaba alimentando de forma errada a credibilidade da venda”, alerta a polícia.
A PM ressalta que para ludibriar compradores e vendedores, outras histórias semelhantes, bem elaboradas e igualmente fraudulentas podem ser criadas. Quando o estelionatário convence o comprador a transferir o dinheiro para a conta de um terceiro, um “laranja” está concretizada a perda, já que a vítima nunca receberá o veículo negociado.
“É preciso ficar atento. Jamais compre ou venda qualquer bem por intermediários. Certifique-se de negociar apenas com o proprietário, e nunca transfira ou deposite valores na conta de terceiros. Outras dicas importantes: não compartilhe informações pessoais, documentos ou dados bancários com estranhos e, especialmente, acione a Polícia Militar sempre que suspeitar que algo está errado”, orienta a polícia.