O que era pra ser um passeio neste domingo (22) se transformou em susto para uma mulher de 25 anos, que fazia a trilha do Morro do Macaco, em Bombinhas. Por volta das 12h, o helicóptero Arcanjo-01 foi acionado para atuar em um resgate. Segundo o Corpo de Bombeiros, a mulher teve um mal súbito, não conseguiu se levantar e precisou do resgate aéreo.
Helicóptero Arcanjo auxiliou no resgate à vítima que desmaiou durante uma trilha em Bombinhas – Foto: CBMSC/DivulgaçãoNa ocorrência, a equipe do Arcanjo-01 pousou em um terreno nas proximidades a fim de desembarcar a equipe médica e preparar os materiais de resgate. Em seguida, a aeronave decolou, novamente, mas dessa vez para ter acesso e resgatar a vítima.
Como foi o resgate
Após aproximação da vítima com a técnica de rapel e avaliação da mesma pelo socorrista, a equipe decidiu continuar a operação utilizando a maca de ribanceira.
SeguirA vítima, então, foi estabilizada na maca e transportada para o local de pouso do Arcanjo, onde a equipe médica aguardava.
De acordo com o 2º Tenente Nicolas Paolo Zanella, que é Comandante de Operações Aéreas e Relações Públicas do BOA, a técnica do rapel é de alto risco, mas a equipe realiza essa atividade rotineiramente e treina sempre.
No resgate, tanto o resgatista, quanto a equipe da aeronave, incluindo médico e enfermeiros, concordou que a melhor forma de resgate seria utilizar a maca de ribanceira.
“A vítima vai toda estabilizada dentro da maca e transportada, em conjunto com o resgatista, até um local de pouso (…) esse resgate sempre envolve diferentes riscos, não só a aeronave, mas a equipe, que é gerenciada antes da realização por um briefing e nos treinamentos constantes”, disse Zanella.
Em seguida, a mulher recebeu avaliação médica e foi preparada para o deslocamento até o Hospital de Tijucas. Depois de deixar a vítima no hospital, o Arcanjo-01 retornou à base, onde seguiu a rotina de atendimentos.
Para atuar nesse tipo de operação, que envolve resgate em áreas de difícil acesso, o BOA dispõe, atualmente, de dois helicópteros, um deles fica em Blumenau, o outro – o Arcanjo-01 – atende a região de Florianópolis. Também na capital, o BOA tem duas aeronaves de asa fixa.