Uma mulher de 21 anos foi agredida pelo companheiro com socos e tapas no rosto. As agressões iniciaram ainda na madrugada do domingo (6) quando o homem chegou em casa por volta das 4h embriagado, em Campos Novos, no Meio-Oeste de Santa Catarina.
A mulher foi agredida com socos e tapas no rosto (imagem ilustrativa). – Foto: Pexels/Karolina Grabowska/Reprodução/NDPorém, a PM (Polícia Militar) só foi acionada às 14h do domingo na rua Santo Amaro da Imperatriz, no bairro Aparecida. A vítima contou aos policiais que durante as agressões chegou a cair e machucou o joelho direito.
A mulher ainda revelou aos policiais que não quis chamar a polícia na madrugada esperando que passasse a embriaguez do companheiro, mas após o almoço ele acabou por agredi-la novamente.
SeguirConforme a polícia, o agressor não estava mais no local quando os militares chegaram. Um boletim de ocorrência foi registrado e a vítima orientada sobre requisição judicial de medida protetiva de urgência.
Violência doméstica em SC
De acordo com informações do TJSC (Tribunal Judiciário de Santa Catarina) e do Observatório da Violência Contra a Mulher, plataforma de monitoramento do Estado de Santa Catarina, já foram requeridas mais de 12,1 mil medidas protetivas apenas nos primeiros cinco meses de 2023 em SC.
O número corresponde à metade do número de medidas protetivas registradas em 2022, que foi de 23,3 mil. Quanto aos feminicídios, o Estado teve 56 casos no ano passado e, até maio deste ano, 24 mortes de mulheres por violência doméstica.
Como denunciar?
Para denunciar casos de violência doméstica em Santa Catarina, a vítima pode entrar em contato por meio de um dos números a seguir:
Disque 180: O Disque 180 é um serviço nacional de atendimento às mulheres em situação de violência. É um canal de denúncia e orientação, disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone fixo ou móvel.
Polícia Militar pode ser acionado em momentos de emergência – Foto: Arquivo/Bruno Golembiewski/NDDelegacia Especializada: Você pode procurar uma DEAM (Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher) ou uma Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, dependendo do caso. Lá, você poderá fazer a denúncia presencialmente e receber orientações sobre os próximos passos.
Ministério Público: O Ministério Público atua na defesa dos direitos da mulher e pode ser procurado para denunciar casos de violência doméstica. Eles podem orientar e encaminhar o caso para as autoridades competentes.
Defensoria Pública: A Defensoria Pública pode oferecer assistência jurídica gratuita para mulheres em situação de violência, auxiliando no processo de denúncia e proteção.
Rede de Apoio: Procure organizações não-governamentais (ONGs) e instituições de apoio às mulheres vítimas de violência em sua região. Essas organizações podem oferecer suporte emocional, orientação legal e auxílio para buscar ajuda.
Polícia Militar: Em emergências ou quando a violência estiver ocorrendo no momento, ligue para o número de emergência 190 e relate a situação à Polícia Militar.