Mulher é presa após sabotar adega onde trabalhava e causar prejuízo milionário; saiba quanto

Mulher deixou vazar o equivalente a 80 mil garrafas dos vinhos mais caros vendidos de vinícola em Valladolid

Foto de Bruno Benetti

Bruno Benetti Florianópolis

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Uma mulher foi presa, na última quinta-feira (27), quatro meses após ter sabotado a adega onde trabalhava na Espanha para se vingar de sua demissão.

No dia 18 de fevereiro, a ex-funcionária abriu de propósito cinco barris e deixou vazar 60 mil litros de vinho tinto (o equivalente a 80 mil garrafas) da vinícola Cepa 21, localizada em Valladolid, na Espanha.

na imagem mulher encapuzada invade local e abre barris de vinhoMulher abriu vários barris de vinho tinto e deixou líquido vazar – Foto: Reprodução/ND

O prejuízo causado pela ex-funcionária chegou a 2,5 milhões de euros, o equivalente a R$ 14,9 milhões, na cotação atual.

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De acordo com a Guarda Civil de Valladolid, os barris que foram violados continham a colheita dos três vinhos mais vendidos pela empresa.

Mulher encapuzada invade a sala e abre tanques de vinho

A mulher encapuzada entrou na sala, abriu um dos tanques de armazenamento e deixou a bebida vazar pelo chão.

na imagem aparece vinho tinto em que mulher abriu barris e deixou vazar o líquidoAo total, 80 mil garrafas de vinho tinto foram desperdiçadas após ex-funcionária abrir barris – Foto: Pixabay

Em entrevista a uma rádio, o proprietário da vinícola, José Moro expressou a gravidade do incidente, o que, inclusive, poderia ter levado a vinícola à falência técnica.

Moro destacou ainda a familiaridade da suspeita com as instalações, o que sugere que ela sabia exatamente onde estava e como causar o máximo dano.

na imagem aparece sala de tanques de vinho onde mulher invadiu e abriu torneiras Mulher invadiu sala de tanques de vinho – Foto: Reprodução/Cepa 21/ND

O proprietário ainda manifestou alívio pela sabotagem não ter sido ainda mais extensa, o que poderia ter causado danos irreparáveis à empresa.

Investigação sobre o caso

Após a investigação, a polícia local concluiu que a ex-funcionária tinha um contrato temporário com a empresa, que se estendia por mais um ano.

Ela tinha sido desligada da empresa dois dias antes do ocorrido. Presa pela polícia, a mulher prestou depoimento e foi liberada.

Ela será levada a julgamento pelo tribunal de Valladolid, cidade localizada na província de Burgos, no norte da Espanha.

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