A mulher em situação de rua que agrediu uma moradora no centro de Florianópolis nesta terça-feira (9) tinha onze passagens pela Polícia. Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina, a mulher foi presa nesta quinta-feira (11) após ser identificada.
Agressora tinha 11 passagens pela Polícia, segundo a Polícia Militar – Foto: Reprodução/NDEm uma audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (12) o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) confirmou a prisão da suspeita.
Apesar de viver nas ruas, a mulher recusava os serviços de Assistência Social oferecidos pela prefeitura de Florianópolis, segundo nota enviada pela pasta.
SeguirDe acordo com uma assistente social, que trabalha na abordagem à este público, ela é uma “velha conhecida” dos agentes que lidam com a população em situação de rua, mas não aceitava ajuda.
Mulher em situação de rua ou infratora?
Conforme a Polícia Militar, a suposta agressora tinha passagens policiais por furto, roubo, lesão corporal e prostituição. Seu primeiro boletim de ocorrência foi registrado aos 15 anos, feito por sua própria mãe após a filha sair de casa para consumir drogas.
Um policial, que preferiu não ser identificado, informou ao ND Mais que, em sua última prisão há três anos, a mulher estava “completamente diferente” do que está agora.
Na declaração à vítima, Thainá Dalmagro, ela afirmou que a mulher aparentava ter cerca de 50 anos. No entanto, a suposta agressora tem na verdade apenas 28 anos.
De acordo com um estudo publicado na revista Frontiers in Psychiatry, o uso contínuo de cocaína, por exemplo, pode acelerar o processo de envelhecimento do cérebro. Isso ocorre porque a exposição a drogas desencadeia a liberação intensa de dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer, nas regiões cerebrais ligadas à recompensa.
Relembre o caso
Em entrevista ao Cidade Alerta, Thainá Dalmagro conta que, por volta das 22h de terça, saía da manicure a caminho do Ticen (Terminal de Integração do Centro) no momento do ocorrido.
Ela passava pela rua Bulcão Viana quando foi abordada por uma mulher em situação de rua, que pediu um cigarro. Ela estava acompanhada de um homem, também em situação de rua.
A vítima relata que falou para a mulher que não fumava, mas que podia comprar um cigarro para ela. Foi quando as agressões começaram.
Thainá Dalmagro relembrou agressões no Centro de Florianópolis – Foto: Reprodução/ND“Quando eu virei pra pegar minha mochila, ela me empurrou, eu caí no chão, e foi aí que ela começou a me dar diversos golpes na cabeça. Eu estava com rabo, ela [pegou o cabelo amarrado e] começou a socar a minha cabeça no chão”, lembra Dalmagro.
Apesar de não ter sido agredida pelo homem, a mulher lembra dele ficar ao seu lado para pegar a mochila enquanto sua cabeça era repetidamente batida contra o chão.
“Quando eu comecei a gritar, ‘para, para, para’, e aí comecei a ver muito sangue pelo meu rosto e eles saíram correndo.”
A dupla roubou o chinelo da mulher, que após o espancamento, levantou e andou pelo centro em busca de socorro, mas não conseguiu ajuda de ninguém. Foi quando chegou em um bar que conseguiu ligar para o namorado e para a família e pedir ajuda.
Segundo o tenente-coronel André Rodrigo Serafin, a guarnição da PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina) chegou ao local e viu que a vítima estava gravemente ferida.
Thainá Dalmagro foi socorrida com uma hemorragia no olho e precisou fazer pontos no rosto.