Mulher é presa acusada de cometer injúria racial dentro de cinema em Balneário Camboriú

Caso de injúria racial teria ocorrido em shopping, no cinema, e foi testemunhado por pessoas que estavam com a vítima; Polícia Civil tomará procedimentos cabíveis

Foto de Fabio Tarnapolsky

Fabio Tarnapolsky Itajaí

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Uma mulher foi presa na noite da última quarta-feira (28) acusada de ter cometido injúria racial em um shopping de Balneário Camboriú. A vítima, um homem de 30 anos, foi quem relatou o crime, que teria acontecido em uma sessão de cinema local.

Viatura da Polícia Militar de Santa CatarinaPolícia Militar conduziu mulher acusada de cometer injúria racial e solicitante à delegacia de Polícia Civil, para que fossem tomadas as providências cabíveis. – Foto: Arquivo/Bruno Golembiewski/ND

A Polícia Militar foi acionada via central de emergência e logo deslocou-se ao estabelecimento para averiguar os fatos. Depois de ouvir solicitante, testemunhas e a suspeita, a encaminhou para a delegacia de Polícia Civil, onde serão tomadas as providências cabíveis.

De acordo com a vítima, ele comparecia ao cinema com uma amiga e, ao entrar na sessão, ficou cerca de dez minutos em silêncio quando uma mulher olhou em sua direção e fez o comentário: “(É) engraçado que antigamente não tinha tanta gente preta no cinema, era para brancos”.

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Ofendido pela injúria racial, ele a questionou, perguntando o que queria dizer, e ela respondeu apontando para ele e repetindo: “Gente preta”. Na mesma hora, a vítima acionou os seguranças do shopping e chamou a polícia. A amiga confirmou o acontecido em boletim de ocorrência.

Foto borrada de mulher acusada de cometer injúria racial em cinema de Balneário CamboriúAcusada disse que não teve intenção de cometer crime e alegou ter se desculpado com vítima. – Foto: Reprodução/Redes sociais

Acusada nega ter cometido injúria racial e alega ter se desculpado

De acordo com a acusada, ouvida pela guarnição, ela fez o comentário por estar vendo um filme do cantor Bob Marley e ter notado muitas pessoas negras no cinema. Ainda, disse que não teve intenção de ofender e que teria se desculpado com o homem.

Diante dos fatos, a Polícia Militar deu voz de prisão à mulher por injúria racial e conduziu ambas as partes para a delegacia de Polícia Civil para que fossem tomadas as providências e dar prosseguimento ao caso.

O ND Mais entrou em contato com o shopping, que confirmou ter oferecido todo o suporte necessário às autoridades de segurança para investigação.

A pena prevista para injúria racial no Brasil, que em 2023 foi equiparada ao crime de racismo, é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Não cabe fiança e o delito é imprescritível.

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