Uma mulher escapou da morte após sofrer agressões brutais do ex-companheiro e foi resgatada com a ajuda de um cão em Salete, no Alto Vale do Itajaí. Tudo aconteceu na tarde desta terça-feira (1º) e a Polícia Civil abrirá inquérito para apurar o caso.
Latidos de cachorro auxiliaram na localização da vítima, que sobreviveu e chamou a polícia após agressão nesta terça-feira (1º) – Foto: Pixabay/Arquivo/NDTudo começou por volta das 16h, quando uma moradora de Salete acionou a Polícia Militar informando que foi agredida de forma brutal pelo ex. No pedido de socorro pelo 190, a mulher dizia que precisou até se fingir de morta para fazer com que o suspeito parasse de agredi-la.
Em determinado momento, achando que a vítima estava desacordada, o suspeito carregou o corpo dela até um matagal, próximo do local da agressão. Lá, ele abandonou o corpo e foi embora, em seguida, a mulher ligou para a polícia.
SeguirA Polícia Militar informa que o atendente foi orientado a manter contato telefônico com a vítima enquanto uma viatura estava a caminho do local. Na ligação, outras informações foram coletadas com a vítima da tentativa de feminicídio.
Quando os policiais chegaram ao endereço repassado e iniciaram as buscas pela mata, o latido de um cachorro ouvido na ligação pelo operador da central permitiu com que o policial fosse orientado sobre o local exato onde estava a mulher, no meio da mata.
No local, ela foi encontrada caída e com ferimentos pelo corpo, recebendo os primeiros socorros de um policial. Em seguida, uma ambulância também foi chamada para atendimento médico.
Suposto agressor não foi preso, segundo delegado
Após o reforço policial ser acionado, buscas foram feitas pelo suposto agressor, que foi localizado e detido em seguida. Encaminhado à delegacia de Taió, o homem não foi preso em flagrante, segundo o delegado de plantão.
“A vítima sequer permaneceu na delegacia, tendo deixado o local antes da PM finalizar o BO e entregá-lo à autoridade policial. Diante da ausência de vítima, indícios de autoria e materialidade, não foi lavrado o auto de prisão em flagrante”, revelou o delegado André Portella ao ND+.
Um inquérito policial foi aberto para apurar as circunstâncias da agressão, sendo que diversas hipóteses serão levantadas. Equipes da Polícia Civil de Taió buscam investigar a autoria, motivação e forma de execução do caso denunciado.