Na ‘Mão Grande’: ex-servidor da prefeitura de Florianópolis é preso por esquema de propina

Na casa do investigado, a polícia civil localizou armas e grande quantia de dinheiro em moeda estrangeira

Foto de Vivian Leal

Vivian Leal Florianópolis

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Um ex-servidor da prefeitura de Florianópolis foi alvo de uma operação policial, que investiga recebimento de propina em troca do repasse de informações privilegiadas a terceiros.

Durante diligências, nessa segunda-feira (26), o suspeito foi flagrado recebendo dinheiro em uma praça pública. Após o cumprimento da ordem judicial, ele foi preso por porte ilegal de arma de fogo.

Ex-servidor da prefeitura de Florianópolis é investigado por recebimento de propinaServidor público aposentado é investigado por recebimento de propina – Foto: PCSC/ Reprodução/ ND

A operação foi batizada de Mão Grande II, em decorrência da ofensiva realizada em 2023 para investigar obras irregulares na capital catarinense.

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Ex-servidor da prefeitura de Florianópolis teria fornecido informação privilegiada em troca de dinheiro

Segundo a investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, investigado teria exigido propina para realizar uma pesquisa em arquivos da prefeitura.

As informações foram utilizadas para viabilizar uma obra na casa de terceiros. A contravenção teria ocorrido quando o suspeito ainda atuava na Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública de Florianópolis.

Entrega do dinheiro em praça pública

Policiais flagraram o exato momento em que o ex-servidor da prefeitura de Florianópolis recebeu pagamento pelas informações, em um parque público. Ele foi abordado logo após o recebimento da quantia e o dinheiro foi apreendido.

Durante cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais localizaram uma pistola dentro do carro dele. Na casa do investigado, mais três revólveres, em condições ilegais, foram apreendidos. Ele foi preso, em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo.

Além do armamento, a polícia apreendeu documentos, R$ 11.300 e mais de U$ 4 mil em espécie, além de cédulas sul-americanas. As investigações continuam para apurar o crime de concussão — quando um funcionário público exige vantagem para si — e localizar outros envolvidos.

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