‘Não houve abandono de incapaz’, diz delegado sobre criança que ingeriu soda cáustica em SC

O delegado de Polícia Civil Claudir Stang ouviu a mãe da criança e constatou que o que aconteceu foi uma fatalidade; a suspeita de abandono de incapaz foi registrado em Dionísio Cerqueira

Foto de Caroline Figueiredo

Caroline Figueiredo Chapecó

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O caso de uma criança de 1 ano e seis meses que bebeu soda cáustica em Dionísio Cerqueira, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, não foi considerado abandono de incapaz pela Polícia Civil. A informação é do delegado de Polícia Civil do município, Claudir Stang, que ouviu a mãe da menina.

abandono de incapazA criança de 1 ano e 6 meses ingeriu soda cáustica e foi levada ao hospital – Foto: Freepik/Divulgação/ND

A PM (Polícia Militar) informou que a mãe disse aos policiais que deixou a criança dormindo e foi realizar os afazeres domésticos quando a situação aconteceu.

Conforme a PM, inicialmente, ela recebeu voz de prisão e foi conduzida à delegacia de Polícia Civil pelo crime de abandono de incapaz. O Conselho Tutelar foi acionado.

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“Não houve abandono de incapaz”, diz delegado

Segundo o delegado, a mãe, de 19 anos, relatou que o marido trabalha em outra cidade e ela fica sozinha com os três filhos. A mulher contou que os filhos mais velhos estavam brincando de bicicleta e a mais nova dormia no sofá enquanto ela fazia os afazeres domésticos.

“Ela disse que estava limpando outro cômodo quando a criança de 1 anos e seis meses acordou, foi até onde estava a soda cáustica, colocou na boca e começou a chorar, momento em que a mãe percebeu o que havia acontecido”, detalhou Stang.

A menina deu entrada na emergência do hospital municipal com lesões na boca, mas foi transferida, segundo o delegado, para o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, para uma avaliação mais aprofundada dos ferimentos.

“Foi uma fatalidade. Não houve abandono de incapaz. A mãe estava em casa e prontamente prestou auxílio à filha. Ela acionou uma vizinha, pediu que a mesma ficasse com os filhos mais velhos e foi com a criança até o hospital”, explica. A mãe da criança foi ouvida e liberada.

Conforme Stang, o Conselho Tutelar também será ouvido, uma vez que alega que houve outros casos de negligência com as crianças daquela família. “Mas neste caso em específico, ela foi liberada”, finaliza.