A quarta-feira (10), definitivamente, não foi um dia normal em Florianópolis. Até o meio da tarde, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros contabilizaram quase 50 quedas de árvores pela cidade. Sobre o telhado da casa de Alexsandro Moraes, 46 anos, as árvores de um terreno particular desabaram na madrugada.
Árvores do terreno vizinho atingiram casa de Alexsandro, deixando o morador desalojado – Foto: Leo Munhoz/NDNo fim da tarde de quarta, ele estava com a família na residência da mãe, que mora a 200 metros. “Vou ter que dormir na casa dela. Não tem condições. Por segurança, vou tirar todos aqui de dentro. Não posso deixar minha família morrer aqui”, desabafou.
Alex mora na rua José Pedro Gil, na Agronômica, mas estava em Curitiba (PR) celebrando o aniversário de 24 anos da filha mais velha, com toda a família, quando soube da situação que comprometeu seu imóvel e desalojou sua família.
SeguirServiços gerais no Shopping Beiramar, ele mora com a mulher, Maria, e as duas outras filhas, uma de seis anos, outra de 17.
Vistoria no imóvel
A Defesa Civil disse ao morador que fará uma vistoria nesta quinta-feira (11) no imóvel. Ele foi pessoalmente ao órgão pedir ajuda. A cama dele e a das filhas foi destruída, os dois banheiros da casa, a sala, cozinha, também.
A família perdeu dois micro-ondas e uma televisão. Na Defesa Civil, Alexsandro conseguiu duas lonas. “Estou com o coração triste e a alma abatida”, afirmou.
Ele estima um prejuízo superior a R$ 25 mil. O trabalhador contou que, há dois anos, pede que a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) atue na situação para realizar a poda das árvores, pois previa uma tragédia.
“Vieram uma vez com caminhão, mas não alcançaram para cortar [as árvores]. Falaram que iam voltar e estou até hoje aguardando”, lamentou.
Rosimari Silva, 40 anos, é inquilina de Alex. Ela mora no mesmo imóvel, na parte de baixo, e estava em casa na hora da queda das árvores.
Rosimari decidiu permanecer na casa, com Luiza, cinco anos, e o outro filho, de 20 – Foto: Leo Munhoz/ND“Foi às 3h. Eu achei que fosse o terreno desabando e todas as casas caindo, pelo barulho. Minha filha dorme comigo, eu catei ela e estava pronta para sair, porque não sabia o que estava acontecendo”, detalhou Rosi, que mora com os dois filhos, um jovem de 20 anos e a pequena Luiza, de sete.
Ela decidiu dormir no imóvel na noite de quarta para quinta, porque, aparentemente, o andar dela não foi atingido.