O assassinato de Elaine Modesto da Cruz, de 23 anos, jogadora de futebol do time Fanáticas F.C., consternou amigos, familiares e os colegas de esporte, em Florianópolis. Querida por todos e “sempre disposta”, Elaine deixa um buraco no peito de quem a conheceu de perto.
“Conheço ela desde criança, ela tem a idade da minha filha. Uma menina muito dedicada aos treinos e aos jogos, bem disposta, cheia de saúde, super feliz, trabalhadeira, honesta. Não dá pra entender”, comenta Moyses da Costa, treinador do time Fanáticas F.C.
Treinador (deitado) conhecia Elaine desde criança – Foto: Moyses da Costa/Arquivo PessoalDe acordo com a investigação preliminar da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, na noite de quarta-feira (21), o ex-companheiro de Elaine, um homem de 24 anos, efetuou cinco disparos atingindo a jogadora no peito.
Seguir“Confirmamos a autoria do crime, agora estamos investigando o paradeiro dele”, disse o delegado Ênio Mattos, responsável pelo caso. O homem não havia sido localizado até o fim da tarde desta sexta-feira (23).
Noite do crime
A Polícia Militar informou que a vítima estava na casa da mãe, na Rua da Fonte, no bairro Vila Aparecida, e saiu para encontrar o suspeito em frente a uma igreja da comunidade.
“Ela estava separada dele, e ele já havia ameaçado. Na quarta à noite ele chamou ela dizendo que ia dar um dinheiro. Inocente, ela foi buscar o dinheiro, mas na verdade era um golpe dele só pra matar mesmo”, comenta Moyses da Costa.
Família despedaçada
O Fanáticas F.C. era como uma família, conta o treinador. Metade do time era formado por meninas e mulheres com algum grau de parentesco, outra parte eram amigas muito próximas.
“É uma família mesmo. Quando postaram a notícia no grupo de Whatsapp, ainda na quarta-feira, foi uma tristeza muito grande. Estamos há dois dias chorando sem parar”, lamenta Moyses.
Elaine Modesto Cruz foi morta a tiros aos 23 anos – Foto: Reprodução/Redes Sociais/NDElaine era a caçula de sete irmãos. Como não podia deixar de ser, o velório da jogadora, na quinta (22), no Cemitério do Itacorubi, foi marcado por muita tristeza e revolta.
“Isso que ele fez não se faz com ninguém, nem com animal. Não tem perdão para um cara desses”, enfatizou Moyses da Costa.
Elaine (de pé, ao lado da goleira) jogava no Fanáticas F.C. – Foto: Moyses da Costa/Arquivo Pessoal