A jovem Luana Caetano, de 22 anos, que sofreu traumatismo craniano após apanhar de um vendedor ambulante no Centro de Florianópolis, diz que os policiais militares que estavam próximos durante a confusão “não fizeram nada” para ajudá-la.
Agressão aconteceu na rua Victor Meirelles, no Centro de Florianópolis – Foto: Reprodução/ND“Minha namorada encostou levemente no policial quando foi pedir ajuda e o policial gritou com ela, mandou ela não encostar nele. Eles [policiais] não fizeram nada, sendo que eu estava sangrando bem ao lado deles”, conta. “Poderia ter sido flagrante se eles tivessem feito alguma coisa.”
A Polícia Militar, no entanto, afirma que em nenhum momento qualquer policial gritou com ela. “No momento do fato, a solicitante apenas relatou que ocorreu alguma coisa próximo a ela, mas não soube explicar o quê ou quem teria lhe causado a lesão. Foi prestado todo o atendimento cabível e possível diante da situação”, diz a corporação.
SeguirO caso aconteceu na noite do último sábado (25), por volta de 21h30, na rua Victor Meirelles. Após um desententimento, o agressor jogou uma garrafa de vidro contra a cabeça de Luana. Ela levou quatro pontos e deve permanecer em repouso por no mínimo dez dias.
Luana relata que lembra de ficar muito tonta e pensou que fosse desmaiar, mas sua amiga e namorada foram socorrê-la. Segundo ela, a Polícia Militar estava a cerca de 200 metros do local onde ocorreu a agressão.
“Pelo que fiquei sabendo, a Guarda [Municipal] subiu dar uma olhada, mas quando chegou lá, o homem já havia saído.”
Imagens podem ajudar
A vítima diz que depois de ter sido agredida “ninguém fez nada, todo mundo ficou olhando enquanto o cara pegava as coisas dele e ia embora”.
Ela acredita que as câmeras de segurança do Bugio Bar, que fica em frente ao local onde ela foi agredida, podem ajudar a identificar o agressor. A reportagem entrou em contato com o estabelecimento, mas não houve retorno até a publicação. Em contato com a vítima, o estabelecimento afirmou que espera a liberação das imagens pela empresa de monitoramento.
A prefeitura de Florianópolis informou não ter imagens de câmeras de segurança porque a agressão ocorreu em um ângulo que a câmera não capta.
“Acredito que seja importante as pessoas olharem para este caso repercutindo e se sintam inspiradas em nunca se calar em situações como esta”, defende Luana.
Próximos passos
A Polícia Civil informou que o delegado responsável pelo caso está aguardando o resultado do exame de corpo de delito para ver decidir pela instauração do inquérito policial ou assinatura do Termo Circunstanciado, a depender da gravidade da lesão.
Luana disse que conversou com o delegado e ele afirmou que irá intimá-la para coletar seu depoimento, mas não há uma data para que isso aconteça. Segundo a jovem, ela foi informada que “a delegacia está sem dois funcionários e que não está dando conta”. Ainda de acordo com Luana, o exame de corpo de delito deve sair até a próxima terça-feira (4).