São oito meses de angústia, vividos por uma jovem mãe de Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina. Ela denunciou um abuso sexual em setembro de 2022, mas até agora, em maio de 2023, segue sem respostas. Ela aguarda laudos finais e a conclusão da investigação.
Grávida abusada por massoterapeuta em SC aguarda respostas 8 meses após denúncia – Foto: Freepik/Divulgação/NDA jovem de 23 anos estava grávida de seis meses na época do abuso. Sofrendo com dores nas costas, procurou uma clínica de massoterapia. Na segunda sessão, o abuso aconteceu.
“Ele desceu um pouco a minha calcinha para poder fazer massagem na lombar, que era onde eu sentia muita dor. Só que ele mexeu muito, fazia muita massagem na minha bunda. Eu me senti muito desconfortável, mas como ele é profissional, na minha mente aquilo era normal, então eu deixei”, relata a vítima.
Grávida denunciou caso com exclusividade para o Balanço Geral Itajaí – Foto: Reprodução/NDTV“Ele começou a passar muito creme, muito óleo, fazendo muita massagem. Aí eu senti uma dor. Quando vi, ele tinha tirado o órgão dele pra fora, colocado e tirado. Nisso, ele ejaculou dentro. Assim que ele colocou eu entrei em desespero. Tentei virar para empurrar ele com o braço porque eu estava deitada de lado e de costas para ele. Só que eu estava com o corpo bem mole e não tive tanta força. Ele ainda pegou meu braço e segurou, colocou para o lado. Depois, ele saiu, falou ‘tá liberada’”, contou com exclusividade à NDTV.
Foram exames feitos e laudos que comprovam a presença de esperma nas roupas que ela usava no dia e no corpo da jovem. As investigações começaram logo após a denúncia, mas ainda não tiveram uma conclusão.
Neste período, a jovem deu à luz ao bebê que esperava, que hoje já está com 4 meses. Mas o trauma do abuso permanecem vivos. “Tenho crises terríveis de ansiedade”, conta a jovem. Ela teve pré-eclâmpsia na gestação e o bebê nasceu prematuro. “Ela quase morreu no dia do parto”.
“Eu tive perigo de ter depressão pós-parto por conta disso, mas tive que ser forte por causa do meu bebê. Eu precisei ser forte, precisei me segurar pra eu poder cuidar dela”, relata.
A investigação segue em segredo de Justiça.