‘Nunca achei que na minha família iria existir gente desse tipo’, diz tia de menina morta em SC

A madrinha de Isabelly de Freitas se deslocou de Ibirama à Indaial quando soube do desaparecimento da menina

Foto de Luciano Cerin

Luciano Cerin Blumenau

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A morte brutal de Isabelly de Freitas, de 3 anos, trouxe muita comoção em toda a região, especialmente à sua madrinha, Morgana Sehnem, que e deslocou de Ibirama à Indaial quando ficou sabendo do desaparecimento da afilhada e, segundo ela, esperava um final diferente.

Menina desaparecida é encontrada morta em Indaial – Foto: Redes sociais/Reprodução NDMenina desaparecida é encontrada morta em Indaial – Foto: Redes sociais/Reprodução ND

De acordo com os vizinhos, o casal morava na região há apenas dez dias e era possível ouvir sons de brigas que aconteciam dentro da casa. A madrinha da menina explica que a família sempre foi contra o relacionamento do casal.

“A gente sempre foi contra esse relacionamento. Ele veio na nossa casa, vai fazer mais ou menos dois anos que eles estão juntos. Eles se conheceram pela rede social. Ele morava em Blumenau e sempre relatou que já teve muitos casos de tentativa de homicídio. Já tentearam matar ele por outras coisas que ele aprontou”.

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Ainda conforme Morgana, quando a família soube do desaparecimento da menina, tiveram a suspeita de que algo relacionado poderia ter acontecido, mas preferiam não acreditar. “A gente não esperava por isso”, comentou.

“Por que ela não deu a menina para a gente? Tirar a vida da própria filha, que ser humano é esse? Eu nunca achei que na minha família iria existir gente desse tipo”, desabafou a madrinha.

A avó materna de Isabelly, Maria Sehnem, destacou que o crime é imperdoável. “Eu nunca imaginei que isso ia acontecer em algum dia da minha vida. Eu não a perdoo nunca, nunca. Ela pode vir de joelho, mas perdão, ela não vai ganhar”.

Caso Isabelly de Freitas

corpo da menina de 3 anos, que estava desaparecida em Indaial, no Vale do Itajaí, desde segunda-feira (4), foi encontrado na noite desta quarta-feira (6). A mãe e o padrasto confessaram o crime.

O casal contou, em interrogatório à polícia civil, que os atos de violência eram recorrentes e usados como forma de “correção”. Além disso, o padrasto disse que a mãe da criança também teria batido na menina.

“Quando eles perceberam que não tinham mais escapatória, que a polícia tinha descoberto e avançado bastante, apesar de uma investigação de menos de 24 horas, o padrasto da criança confessou e disse que teria iniciado as agressões, mas que a mãe também participou”, comenta o delegado.

Ele ainda relata que quando a criança veio a óbito, eles tiveram a ideia de se livrar do corpo. Eles colocaram a criança dentro de uma mala e enterraram em uma área de mata, próximo à BR-470. Imagens foram capturadas por câmeras de segurança.

Imagens mostram mãe e padrasto levando mala com corpo de criança de 3 anos em Indaial – Vídeo: Polícia Civil/Reprodução/ND

Em outro vídeo, o casal caminha pela rua com a mala e, em determinado momento, abandona o objeto que foi usado para esconder o corpo da menina de 3 anos.

Imagens mostram mãe e padrasto levando mala com corpo de criança de 3 anos em Indaial – Vídeo: Polícia Civil/Reprodução/ND

Foi o padrasto da menina que indicou o local onde estava o corpo enterrado, que foi encontrado pela Polícia Civil, que acionou, imediatamente, a Polícia Científica para os exames periciais. Uma perícia foi feita no local de crime e na residência do casal. Lá, diversos vestígios de sangue foram encontrados.

O delegado aguarda os laudos periciais da Polícia Científica para determinar a forma como a criança foi morta. A mãe e padrasto tiveram a prisão temporária decretada pelo Poder Judiciário da Comarca de Indaial e foram encaminhados ao Presídio de Blumenau.

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