O mistério da ‘bomba’ detonada pelo Bope na noite deste domingo em SC

Um pescador localizou um artefato explosivo em área de balneário e a carregou para longe onde ela foi detonada.

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A tranquila cidade de Ermo, que tem pouco mais de dois mil habitantes, inicia a semana com um caso intrigante. Nesse domingo (19), um pescador encontrou um artefato explosivo, retirou-o do local e autoridades acionaram a equipe do Bope. O material foi detonado com segurança na madrugada desta segunda-feira (20).

O material explosivo ficou dentro de um carro diante da Câmara de Vereadores em Ermo no Sul de SC. – Foto: Jorge PimentelO material explosivo ficou dentro de um carro diante da Câmara de Vereadores em Ermo no Sul de SC. – Foto: Jorge Pimentel

Segundo o assessor de imprensa de Ermo, Jorge Pimentel, por volta das 15h, o pescador Izaias Rodrigues da Silva estava em um pesqueiro na cabeceira da ponte sobre o Rio Itoupava, no limite dos municípios de Ermo e Turvo, quando avistou um artefato explosivo às margens do rio.

Como havia muitas pessoas tomando banho no local, levou o que classificou de morteiro e o levou até a casa de um sargento da Polícia Militar.

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Logo em seguida, o sargento com sua experiência militar constatou que se tratava de um objeto explosivo de uso das forças armadas. O objeto ficou no chão do carro do pescador, em frente ao prédio da Câmara de Vereadores, onde aguardou a chegada da equipe Antibombas do Bope de Florianópolis.

O fato atraiu muitos curiosos, que se mantiveram no local, fora da área de isolamento feita pela PM, até a chegada do Bope. Por volta de 21h15min, duas viaturas, uma com a equipe do Esquadrão Antibombas e outra com um robô, chegaram a Ermo para averiguar o artefato.

A área de isolamento foi aumentada. Carros e veículos que estavam estacionados próximos da Câmara foram retirados do local e o Esquadrão Antibombas iniciou a operação. Por volta de 23 horas, o robô do Bope pegou o artefato e levou para detonar em um lugar seguro. A operação terminou por volta de meia noite.

O morteiro de 90 milímetros é considerado de potencial explosivo alto. O pescador deve ser homenageado por seu ato, pois se deixasse o material onde o encontrou, este poderia ocasionar até mesmo a morte de banhistas.