‘O pior já passou’: moradora de SC presa com cocaína na Indonésia é condenada nesta quinta

Manuela Vitória de Araújo Farias, de 19 anos, foi presa no aeroporto de Bali, cujo país é conhecido por ter as leis antidrogas mais rigorosas do mundo

Mafê Salinet Florianópolis

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A moradora de Santa Catarina, Manuela Vitória de Araújo Farias, presa na Indonésia com quase três quilos de cocaína no ano passado, foi condenada nesta quinta-feira (8) a 11 anos de prisão e multa de 1 bilhão de rúpias indonésias, o equivalente a mais de R$ 300 mil.

Manuela Vitória foi condenada a 11 anos de prisão nesta quinta-feira (8) – Foto: R7/Reprodução/NDManuela Vitória foi condenada a 11 anos de prisão nesta quinta-feira (8) – Foto: R7/Reprodução/ND

Segundo o advogado Davi Lira da Silva, que representa a família da jovem de 19 anos no Brasil, caso a multa não seja paga, dois anos de reclusão serão acrescentados à pena.

“O pior já passou. Essa pena é um verdadeiro milagre. Muitos davam como certa a execução dela”, afirma o advogado. A defesa esperava uma condenação de oito anos, mas por conta da gravidade da acusação por dois delitos, considera o resultado positivo.

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“Principalmente por conta da progressão de regime. Esperamos que ela fique presa em torno de 6 anos”, destaca.

Relembre o caso

Enquanto morava no Brasil, Manuela atuava como autônoma, vendendo perfumes e lingeries. Ela residia no Pará, onde mora o pai, e em Santa Catarina, onde reside a mãe.

No fim de dezembro, Manuela saiu da periferia de Belém (PA), com destino a Florianópolis. Foi na Capital catarinense que a jovem embarcou rumo ao país asiático, conhecido por ter as leis antidrogas mais rigorosas do mundo.

No aeroporto de Bali, na Indonésia, Manoela foi presa em flagrante com quase três quilos de cocaína dentro da bagagem. A prisão aconteceu no dia 31 de dezembro do ano passado.

A defesa diz que ao chegar em solo catarinense, Manoela foi aliciada por uma quadrilha. Amante do surfe, os criminosos teriam lhe oferecido aulas do esporte na Indonésia. Em troca pediram que ela transportasse uma mala, ou seja, teria sido usada como “mula”.

De acordo com o advogado, ela não sabia o que levava na mala. Por isso, ao ser presa, foi pega de surpresa.

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