Mistério em Interlagos: o que se sabe e o que falta saber sobre o empresário morto no autódromo

Corpo foi achado em buraco de obra, sem sinais de violência e sem calças; localização e bilhete misterioso intrigam a polícia

Foto de Geovani Martins

Geovani Martins Florianópolis

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Caso do empresário morto em Interlagos ainda intriga a polícia e tem muitas questões não respondidas - Foto: Reprodução/NDCaso do empresário morto em Interlagos ainda intriga a polícia e tem muitas questões não respondidas – Foto: Reprodução/ND

O empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior, de 35 anos, foi encontrado morto na manhã da última terça-feira (3), em um buraco em uma área de obras no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Ele estava desaparecido desde a noite de sexta-feira (30), após participar de um evento de motocross no local.

A Polícia Civil trata o caso como “morte suspeita” e ainda apura se Adalberto foi vítima de um crime ou de um acidente. O corpo foi localizado sem calça e sem sapatos, mas com carteira, celular, aliança e objetos pessoais, e não apresentava sinais visíveis de violência. Muitas perguntas seguem sem resposta.

O que já se sabe sobre o empresário morto em Interlagos

  • Adalberto foi visto pela última vez na sexta à noite, quando se despediu de um amigo e disse que estava indo buscar seu carro no estacionamento do kartódromo. Ele nunca mais foi visto;
  • O carro ficou no local e o celular apresentava uma localização fixa em uma obra no Autódromo de Interlagos;
  • O corpo foi encontrado quatro dias depois por um funcionário da obra. Estava em um buraco de cerca de três metros de profundidade e 45 centímetros de diâmetro. Ele usava capacete, o que dificultou a identificação inicial;
  • Na jaqueta que vestia — avaliada em R$ 2,5 mil — havia a chave do carro, a credencial do evento, uma luva e um bilhete com datas e números. Ainda não foi desvendado o que significam essas anotações;
  • O corpo não apresentava lesões aparentes e exames indicam que a morte ocorreu entre domingo (1º) e segunda-feira (2), entre 36 e 40 horas antes do corpo ser encontrado;
  • Adalberto usava um capacete que continha um suporte para câmera. O capacete foi localizado, mas a câmera está desaparecida, levantando a suspeita de que ela tenha sido retirada intencionalmente para apagar possíveis provas;
  • A perícia concluiu que o buraco não havia marcas de tentativa de saída, o que reforça a suspeita de que ele possa ter sido colocado ali já sem vida;
  • A conta bancária de Adalberto não teve movimentações após o desaparecimento.
Corpo de empresário morto em Interlagos foi encontrado de cabeça para baixo em um buraco de obra - Foto: Reprodução/NDCorpo de empresário morto em Interlagos foi encontrado de cabeça para baixo em um buraco de obra – Foto: Reprodução/ND

O que falta saber sobre o caso

  • A principal dúvida é se Adalberto morreu de forma acidental ou foi vítima de homicídio;
  • A polícia não descarta a hipótese de que ele tenha sido jogado no buraco já morto. No entanto, a causa exata da morte ainda não foi determinada;
  • A calça e os sapatos de Adalberto não foram localizados. Cães farejadores continuam as buscas;
  • Um ponto intrigante para os investigadores é que uma câmera de segurança próxima estava desligada, o que pode indicar possível premeditação;
  • Ainda não se sabe o que significa o bilhete com números encontrado na jaqueta, nem por que ele estava parcialmente despido;
  • A análise de imagens e depoimentos deve ajudar a traçar os últimos passos do empresário morto em Interlagos.
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    Adalberto e Fernanda em Urubici - Redes sociais/Reprodução/ND
    Adalberto e Fernanda em Urubici - Redes sociais/Reprodução/ND
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    Adalberto e Fernanda em Gizé, no Egito - Redes sociais/Reprodução/ND
    Adalberto e Fernanda em Gizé, no Egito - Redes sociais/Reprodução/ND
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    Adalberto e Fernanda em Orlando, na Flórida - Redes sociais/Reprodução/ND
    Adalberto e Fernanda em Orlando, na Flórida - Redes sociais/Reprodução/ND
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    Adalberto e Fernanda em Paris - Redes sociais/Reprodução/ND
    Adalberto e Fernanda em Paris - Redes sociais/Reprodução/ND
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    Adalberto e Fernanda, com búfalos ao fundo, no Parque Nacional Kruger, na África do Sul - Redes sociais/Reprodução/ND
    Adalberto e Fernanda, com búfalos ao fundo, no Parque Nacional Kruger, na África do Sul - Redes sociais/Reprodução/ND

 Quem era o empresário morto em Interlagos

Adalberto era optometrista e proprietário de uma rede de óticas em Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, sendo conhecido no meio empresarial pela sua trajetória de sucesso no ramo.

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Ele era piloto de kart e tricampeão paulista da modalidade, segundo sua biografia nas redes sociais.

Adalberto também era apaixonado por motociclismo, hobby compartilhado com a esposa, Fernanda Dândalo, farmacêutica de 34 anos. Nas redes sociais, o casal costumava registrar momentos juntos, como viagens internacionais e passeios de moto.

A última foto postada no perfil de Fernanda mostra o casal à beira de uma estrada em Urubici, na Serra de Santa Catarina, com a legenda: “motoqueiros selvagens”.

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