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Operação na Câmara de Florianópolis pegou vereador de surpresa

Vereador estava chegando no prédio quando viu carros da Polícia Civil estacionados para cumprir mandados da operação

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* Danilo Duarte, interino

A deflagração de uma operação policial na sede do Poder Legislativo de Florianópolis, no início da manhã desta quinta-feira (18), tendo dois servidores comissionados surpreendeu a muitos, inclusive o presidente da Câmara, João Cobalchini. O vereador estava chegando no local para gravar uma entrevista sobre o balcão de cidadania quando se deparou com os policiais.

Operação policial na Câmara de Vereadores de Florianópolis pegou presidente de surpresa – Foto: Divulgação/NDOperação policial na Câmara de Vereadores de Florianópolis pegou presidente de surpresa – Foto: Divulgação/ND

Um dos envolvidos tem histórico envolvendo a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), onde já atuou como servidor comissionado anteriormente. O departamento de informática foi acionado para auxiliar os policiais nos acessos a alguns equipamentos que são o alvo da operação.

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De acordo com ele, ainda não há detalhes sobre o motivo das buscas e apreensões. Os trabalhos são conduzidos pela Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais).

Além dos computadores de uso dos servidores, foram requisitadas as folhas de ponto. No entanto, como os servidores responsáveis por estes documentos estão de férias, os documentos serão remetidos posteriormente.

Além dos dois servidores, ainda há secretários envolvidos na operação. De acordo com a apuração da repórter do ND+, Ana Schoeller, os secretários Ed Pereira (Esporte, Cultura e Turismo) e Fábio Braga (Meio Ambiente) são os alvos.

Quase simultaneamente à chegada na Câmara de Vereadores, policiais batiam à porta de um condomínio, no bairro Estreito. Lá, encontraram um dos servidores comissionados que é alvo da operação. Também foram recolhidos computadores e duas pessoas foram conduzidas à delegacia para interrogatório.

O que dizem Prefeitura e Câmara de Vereadores sobre a operação

A Câmara de Vereadores divulgou uma nota sobre o assunto, em que afirma que a operação não tem relação direta com o legislativo. Confira:

“A Câmara Municipal de Florianópolis vem por meio desta nota oficial comunicar que ainda não tem maiores informações sobre a Operação Presságio da Polícia Civil que aconteceu nesta manhã no prédio da Casa Legislativa.

De acordo com informações públicas, trata-se de ações de dois servidores, ações estas sem relação com Câmara Municipal.

Reafirmamos ainda que o Legislativo Municipal está dando todo o suporte necessário.”

Já a prefeitura de Florianópolis informou, por meio da assessoria, que aguarda mais detalhes da operação para emitir qualquer manifestação.