Operação Choque de Ordem: 19 armas brancas são apreendidas no Centro de Florianópolis

Registros de brigas, ameaças e suspeitas de tráfico na região do Restaurante Popular, na região central, motivaram Operação Choque de Ordem

Foto de Valeska Loureiro

Valeska Loureiro Florianópolis

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Após registros de brigas e até mesmo suspeita de tráfico de drogas, a Polícia Militar deu início nesta semana à Operação Choque de Ordem, em frente ao Restaurante Popular e imediações, no Centro de Florianópolis.

Restaurante Popular de Florianópolis teve presença intensificada da PM – Foto: LEO MUNHOZ/NDRestaurante Popular de Florianópolis teve presença intensificada da PM – Foto: LEO MUNHOZ/ND

Segundo o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, André Serafin, as guarnições já encontraram 19 objetos entre facas, michas (usadas para abrir fechaduras) e tesouras. As operações serão realizadas todos os dias, em horários alternados, visando a redução de possíveis ocorrências.

A operação foi motivada por reclamações de moradores da região, que começaram a registrar ocorrências de violências e atos ilícitos em frente ao Restaurante Popular.

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“Na reunião do Conselho de Segurança do Centro, as pessoas que residem por ali mostraram para a Polícia Militar imagens de brigas generalizadas e tráficos de drogas. Posteriormente, entramos em contato com a Assistência Social do município, que nos repassou problemas de pessoas usando drogas nos banheiros e com faca. Então, resolvemos fazer esse choque de ordem”, relata Serafin.

Com quase dois anos de funcionamento, o Restaurante Popular é um importante equipamento da Prefeitura de Florianópolis, que tem como objetivo diminuir a insegurança alimentar, oferecendo até 2.000 refeições por dia, como explica a gerente nutricional, Angélica Brandão.

Por isso, explica o comandante Serafin, o propósito da operação é “separar os criminosos das pessoas que realmente necessitam utilizar o equipamento”.

Insegurança

O Restaurante Popular fica em uma das principais avenidas de Florianópolis, a Mauro Ramos. A região é mesclada por comércios e prédios residenciais, pessoas que circulam frequentemente e que têm vivenciado momentos de extrema insegurança.

Angélica Brandão, gerente do restaurante popular, um importante equipamento para reduzir insegurança alimentar – Foto: Leo Munhoz/NDAngélica Brandão, gerente do restaurante popular, um importante equipamento para reduzir insegurança alimentar – Foto: Leo Munhoz/ND

A síndica de um dos condomínios em frente ao restaurante, Anamaria Andrade, relata já ter presenciado brigas em frente ao local. “Eu já vi várias brigas de soco, chute. Eles gritam muito e fazem muita baderna. Também já entraram em prédios privados, em umas muretinhas, e ficam deitados. Nós, moradores, estamos com muito medo”, diz.

O zelador do condomínio ao lado, Carlos Alberto Rodrigues, também observa todos os dias ocorrências preocupantes.

“Em plena luz do dia e na calçada, olhamos pessoas em situação de rua fazendo suas necessidades fisiológicas ou ameaçando pessoas com facas. Uma das nossas faxineiras foi vítima dessa ameaça, inclusive. Eles estão até pedindo dinheiro e, caso negue, ameaçam. É muito preocupante”, relata.

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