Um homem de 36 anos foi preso em flagrante no Campeche, em Florianópolis na manhã desta sexta-feira (9), no âmbito da Operação Godfather. O homem é suspeito de abastecer o tráfico de drogas no Rio Grande do Sul.
A ação é da Polícia Civil gaúcha, que visa desarticular uma organização criminosa que atua em Lajeado, Bom Retiro do Sul, Venâncio Aires, Torres e Florianópolis.
Operação é nomeada de “Godfather” pois o chefe era chamado de “Padrinho” – Foto: Divulgação/NDSegundo a corporação, além do tráfico de drogas, os criminosos realizavam associação para o tráfico de drogas e posse de armas em larga escala.
SeguirAlém do homem de 36 anos, uma mulher também foi presa em flagrante, outros 10 foram presos preventivamente, e foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em residências particulares e estabelecimentos comerciais.
As apreensões encontraram cerca de R$ 8.000,00, um veículo, um fuzil calibre 5,56, duas espingardas calibre .12 e .24 e aparelhos celulares. A maioria dos alvos da operação já possuía antecedentes pelo crime de tráfico de drogas.
Trata-se de uma operação iniciada em março, e por seis meses os agentes da Draco, juntamente com as Delegacias de Polícia de Teutônia, Bom Retiro do Sul e Venâncio Aires, realizaram atividades de inteligência policial na identificação dos alvos e colheita das provas.
O nome da operação está relacionado ao modo como o suspeito de ser o chefe local do tráfico era chamado pelos outros traficantes.
Em nota, a Polícia Civil afirmou acreditar que “o principal alvo local, o qual comandava a venda de maconha e drogas sintéticas em Lajeado e parte do Vale do Taquari, movimentava cerca de R$ 800 mil por ano. Apurou-se que as drogas sintéticas abasteciam festas de música eletrônica na região”.
De acordo com a investigação, foi possível detalhar a participação de cada um dos participantes do grupo criminoso. “Haviam os gerentes que eram responsáveis por receber a droga enviada pelo chefe do grupo, e que distribuíam entre os responsáveis pelas vendas nos pontos de venda (biqueiras ou bocas de fumo)”, diz a nota.
“Após as vendas, havia os responsáveis pelo recolhimento do dinheiro, e ocultação até a remessa semanal para o chefe, em Lajeado. O grupo utilizava serviços de táxi, uber e moto-boys para o transporte dos ilícitos e do dinheiro proveniente das vendas”, detalha a Polícia Civil.
A ação policial contou com a cooperação de mais de 150 policiais e 48 viaturas, entre agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, e seis cães farejadores.