Operação Intraneus: ex-secretário de Rio Negrinho tem carro e celular apreendidos

Mandado de busca e apreensão foi cumprido em cidade do Paraná, em desdobramento da operação que investiga desvio de dinheiro dos cofres da prefeitura supostamente realizados pelo ex-secretário

Foto de Lincoln Pradal

Lincoln Pradal Joinville

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Um novo mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta quarta-feira (13) contra o ex-secretário de Finanças de Rio Negrinho, no Planalto Norte de Santa Catarina, no âmbito da Operação Intraneus. O servidor é acusado de desviar mais de R$ 3,3 milhões dos cofres públicos, entre setembro de 2022 e outubro de 2023.

Ex-secretário foi preso em outubroPrefeitura de Rio Negrinho abriu processo seletivo – Foto: Divulgação

A ação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) aconteceu na cidade de Piên (PR). Os agentes apreenderam um veículo SUV, avaliado em R$ 113 mil e um aparelho celular. De acordo com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), os bens teriam sido comprados com o dinheiro supostamente desviado dos cofres da prefeitura de Rio Negrinho.

O ex-secretário foi preso há cerca de dois meses, em operação realizada na cidade de Rio Negrinho. De acordo com o MPSC, o servidor realizava transferências de valores da prefeitura para contas bancárias pessoas e de uma empresa, da qual ele seria proprietário.

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Própria prefeitura identificou os desvios do ex-secretário

Os desvios teriam sido descobertos pela equipe de controle interno da prefeitura, segundo afirmou o prefeito Caio Treml à época. “Neste mesmo momento, entrei em contato com o MP, promotora, procurador municipal e iniciamos uma investigação muito sigilosa”,  contou o chefe do Executivo.

“No último dia 5, quando todo mundo estava na enchente, cuidando de seus pertences, de suas vidas, esse servidor fez mais um depósito na conta da sua empresa. No mesmo momento conseguimos fazer o flagrante dele e encaminhar a documentação para a promotoria pública”.

No dia 23 de outubro, o MPSC denunciou o ex-secretário pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. Somados, os crimes teriam sido cometidos 55 vezes.