Servidores da prefeitura de Florianópolis foram alvos de uma operação da Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (8). De acordo com o delegado Rodrigo Dantas, da Decor/Deic (Delegacia de Combate à Corrupção e Investigação de Crimes Contra o Patrimônio Público) da Polícia Civil, eles são investigados por cobrar propina para liberar alvarás e licenças para construção de obras de engenharias na Capital.
Participam da ação 36 policiais civis – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDDantas informou que três pessoas já haviam sido presas em flagrante nesta manhã. Segundo o delegado, elas cometeram crimes como: porte ilegal de arma de fogo, furto de energia e ambientais.
Participam da operação 36 policiais civis, que cumprem oito mandados de busca e apreensão, na casa de construtores e servidores públicos municipais.
SeguirConforme a polícia, o objetivo da operação é “colher elementos de informação para instruir o inquérito policial que está em curso”. De acordo com o delegado, é importante que as pessoas que foram vítimas procurem a delegacia para denunciar os crimes praticados.
Operação e investigação
A ação intitulada ‘Operação Primeiro Round’ acontece na véspera do dia internacional de combate a corrupção.
A investigação iniciou após denúncias que servidores públicos municipais exigiam propina para não embargar obras de engenharia realizadas no município. De acordo com a Polícia Civil, os relatos eram que em caso de não pagamento dos valores irregularmente cobrados pelos investigados, as construções seriam demolidas.
Ainda segundo o responsável pela investigação, em alguns órgãos do município teve troca de servidores públicos. Contudo, a prática de cobrar propina permaneceu.
Operação foi deflagrada nesta manhã – Vídeo: Polícia Civil/Divulgação/ND
O que diz a prefeitura
Por meio de nota, a prefeitura de Florianópolis informou que ” apoia todas as operações que visam investigar e cessar qualquer ato ilegal em processos administrativos”.
Também reforçou que “vai buscar mais informações junto aos responsáveis pela operação para tomar as medidas necessárias em relação aos servidores envolvidos”.
Ainda conforme a nota, em ações de demolições, o Município atua em conjunto com Ministério Público, Polícia Militar e Polícia Civil.