Operação Maserati: mais 43 condenados por organização criminosa e tráfico de drogas em SC

A Operação Maserati III, realizada pelo Gaeco em agosto de 2023, tem o objetivo de desmantelar a organização que atuava principalmente no Extremo-Oeste do Estado

Foto de Angela Bueno

Angela Bueno Chapecó

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A terceira fase da Operação Maserati condenou mais 43 réus que estavam envolvidos em uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e outros crimes em SC. Sentenças foram publicadas no dia 9 de agosto deste ano e divulgadas nesta sexta-feira (23) pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

Operação Maserati em Santa Catarina As investigações iniciaram ainda no ano de 2020. A primeira operação aconteceu em fevereiro de 2021 – Foto: Gaeco/Divulgação/ND

A terceira fase da operação, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), ocorreu em agosto de 2023 e as denúncias foram oferecidas pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de São Miguel do Oeste, no Oeste de Santa Catarina.

A operação buscou desmantelar a estrutura criminosa que operava principalmente na região do Extremo-Oeste de SC. Conforme o MP, nesta região a organização tentava estruturar uma base.

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A maioria dos criminosos condenados nesta fase são dessa região, explica o Ministério Público.

Relembre a Operação Maserati

A Operação Maserati foi batizada em referência ao nome que a facção criminosa utilizava para identificar o Estado Catarinense, como parte da estratégia de expansão territorial. A facção atribuía nomes de carros para os estados.

A investigação realizada pelo Gaeco revelou que a intenção da facção era tomar as cidades menores até chegar no litoral para, assim, dominar todo o estado.

Os focos iniciais de expansão do grupo seriam São Miguel do Oeste, Chapecó e Dionísio Cerqueira. Esses locais foram escolhidos pela proximidade com Paraguai e a Argentina.

Ainda, Joinville também estava na rota pela proximidade com os portos catarinenses, com o Paraná e a capital, Florianópolis.

Operação Maserati ocorreu em agosto na terceira faseA criminalidade diminui após inicio das operações no estado, segundo analise da Gaeco – Foto: Gaeco/Divulgação/ND

Segundo a investigação, para gerir toda essa atividade criminosa, foram criados cargos e funções, como em uma empresa. Foram identificados cargos específicos para o cadastro de potenciais faccionados, para gerir a venda de drogas e para tratar de assuntos que envolviam todo o sistema prisional, por exemplo.

No decorrer da investigação foram identificados e presos faccionados em diversas cidades brasileiras, mas que atuavam em Santa Catarina.

Resultados da operação

A Operação Maserati, ao longo das fases, já resultou em um total de 294 condenações. Entre os réus, 79 foram condenados a penas superiores a 20 anos de prisão.

A pena máxima aplicada a um único réu foi de 86 anos, e as penas somadas agora ultrapassam 4.943 anos e dois meses de reclusão. Além das penas de prisão, foram impostas multas que totalizam cerca de R$ 5,25 milhões.

Operação Maserati busca o fim de organização criminosa A Operação Maserati conta com várias fases. – Foto: Gaeco/Divulgação/ND

As fases da Operação Maserati

A Operação Maserati foi conduzida em várias fases, cada uma busca diferentes núcleos da organização criminosa:

Fase 1

Deflagrada em 25 de fevereiro de 2021, com 279 ordens judiciais cumpridas em 45 cidades e seis estados, resultando em 136 prisões e 143 buscas e apreensões. Nessa fase, 143 réus foram condenados, com penas que ultrapassam 20 anos para 75 dos réus e uma pena máxima de 86 anos.

Fase 2

Deflagrada em 9 de fevereiro de 2023, essa fase cumpriu 164 mandados judiciais, resultando em 71 prisões e 93 buscas e apreensões. Essa etapa da operação culminou na condenação de 108 réus, expandindo a abrangência da operação para 10 estados.

Fase 3

Deflagrada em 10 de agosto de 2023, focada em alvos na região de Santa Catarina, resultou em 52 mandados de busca e apreensão e 36 mandados de prisão. Esta fase culminou nas recentes condenações de 43 réus.

Fase 4

Deflagrada em 1º de fevereiro de 2024, com 34 mandados de busca e apreensão, resultando em apreensões significativas de armas, drogas e equipamentos eletrônicos, o processo ainda está em andamento.