Collor é alvo em operação da PF contra propinas e com mandados em Gaspar

Desencadeada na manhã desta quarta-feira (21), operação O Quinto Ato desvenda esquema envolvendo pagamento de vantagens para fins de intervenção junto ao Ibama

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Redação ND Florianópolis

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) a operação O Quinto Ato. Aproximadamente 50 policiais cumprem 12 mandados de busca e apreensão em Gaspar, no Vale do Itajaí, e nas cidades de Curitiba (PR), Pontal do Paraná (PR) e São Paulo (SP). O senador Fernando Collor (Pros-AL), ex-presidente da República, é um dos alvos da ofensiva.

Fernando Collor de MelloSenador Fernando Collor é um dos alvos da operação – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

De acordo com informações da Polícia Federal, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Gaspar. Os locais foram um escritório e a residência de um dos investigados. Foram apreendidos documentos, um celular e um computador. A identidade do alvo dos mandados não foi divulgada.

A operação tem o objetivo de desvendar um esquema criminoso, ocorrido entre os anos de 2014 e 2015, envolvendo o pagamento de vantagens indevidas para fins de intervenção junto ao Ibama, visando à liberação da licença ambiental de instalação do Porto Pontal Paraná Importação e Exportação SA, no Estado do Paraná.

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A investigação é desdobramento da operação Politéia, deflagrada pela Polícia Federal no ano de 2015.

Na época foi identificado que bens de luxo pertencentes a um parlamentar federal teriam sido pagos com a utilização de recursos decorrentes de vantagens indevidas recebidas de empresários que tinham interesse em sua atuação política junto a órgãos federais. Também há indícios de pagamentos de vantagens indevidas em espécie.

Por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados, e também foi determinado o bloqueio de valores financeiros.

O nome da operação “O Quinto Ato” é uma referência ao rastreamento financeiro efetuado pela Polícia Federal a partir do pagamento da “5ª parcela” de um jato executivo adquirido pelo parlamentar investigado.

* com informações do Estadão

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