Uma operação de combate ao contrabando e ao descaminho (não pagamento de imposto) movimenta Joinville, no Norte de Santa Catarina, na manhã desta terça-feira (17).
Comandada pela Receita Federal e pela Polícia Federal, a ação tem como alvo um grupo que traz celulares e eletrônicos de forma ilegal ao Brasil. Segundo o chefe da organização criminosa, os produtos que eram vendidos em lojas e quiosques de Joinville e região vinham do Paraguai.
Operação Vox Semita é comandada pela Polícia Federal e pela Receita Federal – Vídeo: Divulgação
Chamada de Vox Semita, a operação conta com a participação de 12 servidores da Receita Federal e 32 policiais federais e cumpre oito mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Joinville.
Juntos, os dois órgãos investigaram a associação criminosa que vende os equipamentos em desacordo com a legislação.
Os mandados estão sendo cumpridos em três imóveis comerciais e cinco residenciais. Cerca de 140 equipamentos foram apreendidos, totalizando o valor de R$ 300 mil.
O nome da operação significa “caminho da voz” e faz referência aos celulares vendidos pelos investigados. O objetivo do combate ao contrabando e ao descaminho é manter a concorrência leal, protegendo o comércio e a indústria nacional, além da geração de emprego no país.
O auditor-fiscal da Receita Federal Rodrigo Sais dá detalhes sobre a realização da operação e os objetivos da investigação:
Rodrigo Sais fala sobre a operação Vox Semita – Vídeo: Divulgação
Os investigados vão responder por descaminho, cuja pena pode chegar a 4 anos de reclusão, praticado por meio de associação criminosa, com pena de até 3 anos de reclusão.