Começou nesta terça-feira (14) a segunda fase da Operação Mão Grande, conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina, que tem como alvo um esquema de propina na prefeitura de Florianópolis.
Polícia Civil começa 2ª fase da Operação Mão Grande – Foto: Divulgação/PCSC/NDA ação revela a identificação de novos suspeitos envolvidos no esquema de cobrança de propinas para facilitar contratos e/ou licitações ambientais. Os servidores sob investigação atuavam na Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) e na SMDU (Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis).
A quantia de R$ 105 mil, pertencente aos servidores envolvidos, já foi bloqueada pela Vara Criminal da Região Metropolitana de Florianópolis. A mesma Vara também emitiu dois mandados de busca e apreensão, os quais foram cumpridos em residências na capital catarinense.
SeguirDurante a operação, foram apreendidos dinheiro em espécie, aparelhos eletrônicos e documentos, os quais passarão por análise para identificar todos os participantes dessa associação criminosa.
Celulares e dinheiro foram apreendidos em Florianópolis – Foto: Divulgação/PCSC/NDA condução da operação contou com a presença de membros da Ordem dos Advogados de Santa Catarina, evidenciando o acompanhamento atento da sociedade civil.
Em nota, a Prefeitura informou que nenhum dos alvos dessa segunda fase da operação são servidores do município atualmente. A operação, via Polícia Civil, segue recebendo apoio da Prefeitura, através da Controladoria-Geral, com auditoria em todos os processos que tenham passado por algum dos envolvidos.
Relembre o caso de propina em Florianópolis
O servidor da Floram Felipe Pereira foi flagrado em vídeo recebendo propina de um construtor para fazer a liberação de uma obra irregular, em Florianópolis.
Ele foi preso no dia 15 de setembro, durante uma operação da Polícia Civil e a prefeitura informou que teve conhecimento do caso na mesma noite.
Conforme a investigação, Felipe Pereira, que atua como servidor público no município há oito anos, teria abordado um construtor envolvido em obras irregulares na área do Ribeirão da Ilha, na região Sul da Ilha de Santa Catarina.
O ND+ teve acesso ao vídeo do momento em que Felipe recebe a propina. O servidor afirma que o valor acertado seria de R$ 90 mil caso o pagamento fosse realizado à vista, ou R$ 110 mil se fosse parcelado.
O ND+ teve acesso ao vídeo do momento em que Felipe recebe a propina. O servidor afirma que o valor acertado seria de R$ 90 mil caso o pagamento fosse realizado à vista, ou R$ 110 mil se fosse parcelado – Vídeo: Divulgação/ND
Durante a conversa, o construtor rebate que o valor acertado seria de R$ 30 mil à vista para cada unidade ou R$ 35 mil parcelado. O dinheiro em conversa, segundo a Polícia Civil, seria para a liberação de uma construção sem licença.
Nei João da Silva, outro investigado pelo esquema de pagamento de propina, era nomeado pelo Governo de Santa Catarina como diretor de tecnologia e inovação do Detran.
Ele foi exonerado do cargo com salário de R$ 8 mil. O decreto, assinado pelo governador Jorginho Mello (PL), foi publicado na segunda-feira (18) no Diário Oficial do Estado.
O advogado Eduardo Herculano, que representa Felipe Pereira, informou que não irá se manifestar sobre o caso.
A defesa de Nei João da Silva emitiu uma nota de resposta às acusações de corrupção.
“Vamos colaborar com a investigação. A gente pretende provar a inocência dele e mostrar a verdadeira intenção por trás dessa notícia”, afirmou o advogado André Kinchescki, que representa Nei.